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Quero é preciso dar a volta por cima!

Tenho 37 anos, sou casada há 6 e 1/2, tenho 2 filhos ainda pequenos.
Há pouco menos de 2 anos, quero e preciso me divorciar, mas estou desempregada e minhas condições financeiras são "zero", e o divórcio envolvendo filhos pequenos, sempre me faz repensar e me permito continuar nessa situação ridícula e humilhante.
Ele me "abandonou" grávida de 7 meses, no meio da rua quando fui buscar uma encomenda. Saiu às pressas pra comprar presentes de final de ano para "colega" do trabalho, e me deixou debaixo de um dia de sol forte, com barriga de 7 meses, especialmente no dia 24/12, véspera de natal.
Eu já estava um pouco fragilizada, pois havia enfrentado perdas recentes de familiares muito queridos. Eu precisava de atenção, cuidado e carinho, mas ele se distanciava cada vez, sempre falando e fazendo coisas que envolvia a "colega" de trabalho.
Ele inicialmente rejeitou nosso segundo filho e no dia do nascimento não se importou em permanecer comigo no hospital e logo depois iniciaram o parto.
Há 4 anos não consigo recolocação profissional e qualquer que seja nossas discussões, ele diz que eu sempre NÃO TENHO DINHEIRO, NAO AJYFO EM CASA, ETC.
Me leva há alguns lugares e passeios com as crianças e após eu me servir no restaurante ou lanchonete ou qualquer outro lugar, se vira pra mim e pergunta ironicamente se eu paguei minha conta.
Há 7 meses ele parou de dormir na mesma cama e não mais me procurou e também nenhuma explicação deu.
As brigas estão frequentes e quando acontece na frente das crianças, um deles sempre interfere e depois ele fica nervoso, implica com o irmão, chora sem motivo, até sintomas de gagueira aparecem. Eu tenho sempre que acalmá-lo e estar com ele durante um período, até que ele se sinta mais confortável e seguro.
Essa situação me desmonta, me quebra, me faz sentir inútil, pois me fez desistir do processo de divórcio em juízo.😔
Além das dores nos meus filhos, o divórcio envolve questões financeiras de eu ter que interromper a faculdade (falta 1 ano para eu me formar), meu desemprego, ter que retornar a morar na casa de meus pais, perder o apartamento (que financiou no nome do meu sogro e faleceu e está em inventário), arriscar a perder o direito do dinheiro em conta bancária (ele não quis conta conjunta e nunca me deixou ter acesso a conta, não sei nem o valor do saldo, ou aplicacoes ou seguros, etc), mas NAO SUPORTO mais essa situação de casada sem marido, e NÃO QUERO MAIS ELE.
Meus sentimentos se findaram.
E para este ano a minha cota já deu. Preciso urgentemente de emprego.
O prazo é junho.
Se eu conseguir emprego, permaneço morar aqui, mas ele sai.
Se eu não conseguir emprego, pego meus filhos e retorno para casa de minha mãe.
Recomeçar…..

Minha confissão,
Meu desabafo,
Minha frustração.

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Escrito por Anônimo

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Dificuldades em achar quem aceitaria de verdade.