Encontrei esse site e só me sinto a vontade de desabafar por que sei que estarei anonima, espero que ninguem se idenfique com a minha historia, por que ela é muito triste.
Me casei aos 25 anos, logo apos terminar a faculdade de letras, logo depois engravidei da minha primeira filha, quando ela fez tres anos, consegui um emprego regular no jornal da minha cidade, nao ganhava mal e tinha convivio social alem da familia, Minha primeira filha, sempre foi muito brincalhona e espontanea, gostava de dançar sozinha, era so por uma musica que ja saia pulando e eramos muito proximas. Eu e meu marido tinhamos um casamento feliz, com alguns problemas, mas nada muito serio. Entao eu engravidei pela segunda vez, a alegria do segundo filho foi por agua a abaixo quando ao nascer minha segunda filha teve paralisia cerebral. minha vida virou de cabeça pra baixo. Tive que largar o emprego e me dedicar 99% do tempo pra ela. O 1% do tempo que sobrava eu tinha que dividir entre meu sono, meu marido e minha filha que na epoca tinha apenas 8 anos. Minha familia pouco ajudava, dava mais é palpite, meu marido trabalhava até tarde para poder suprir com os gastos extras e comigo desempregada. Minha filha ficou abandonada, quero dizer literalmente, de uma hora pra outra ela teve que virar adulta. Nos que sempre faziamos programas em familia viviamos em funçao da mais nova, que eu juro por Deus, amava, mas era um suplicio cada dia. Ano passado seus problemas de saude se complicaram ainda mais e ela infelizmente veio a falecer. Mas quero confessar que fiquei aliviada, muito aliviada, "ela foi descansar" diziam para mim no velorio, mas a unica coisa que eu pensava era q EU iria descansar enfim depois de oito anos de emprego integral sem direito a ferias como enfermeira. Todos os dias eu lembro do sorriso da minha filha, ao mesmo tempo que lembro que nao estou mais esgotada, ao mesmo tempo que lembro que nao tenho mais marido porque ele preferia ter uma amante a me ajudar com ela, que nao tenho mais filha por que ela se droga graças a depressao que sofre a sabe la quantos anos. É por ela que escrevo, foi ela que apesar de tudo esteve ao meu lado, aprendeu a ser mae aos 8 aninhos e que tao nova começou a usar maconha e cocaina por que nao aguentou a pressao. E confesso que fumei hoje um baseado escondida na cozinha rubado da gaveta dela, por que nem eu mesmo aguento, nao sei por onde começar minha familia so me critica que deixei a situaçao chegar onde chegou. Quero paz, quero minha vida de volta, mas nao sei como. O que resta é o cheiro impregnado da erva na roupa minha cara de vergonha no chao.
tinha um emprego regular

