Não, eu não o meu “chefe” (é, vamos dizer que é meu chefe). Talvez eu tenha me enganado, quando entrei nesse lugar estava fragilizada, desamparada e rotulei como herói a primeira pessoa que me acolheu. Acolheu em termos, pois me submeti a um trabalho voluntário por 8 meses para cumprir as horas de estágio, sendo que, o “chefe” poderia muito bem ter providenciado uma bolsa para mim. Mas eu fui tão tonta que ainda continuei acreditando que gostava dele. Ele, que sempre me humilhou, me rebaixou, me ofendeu, me fez sentir pequena. Descobri que ele sai com rapazes, é o ativo da história, e que trai a esposa com outras mulheres. Além disso, usa o horário do expediente, pago pelo governo, para trabalhar para sua empresa particular, está atolado até o pescoço em corrupção. Não sou homofóbica, mas hoje olho para trás e vejo que ele não tinha o direito de me ofender, uma vez que é uma pessoa tão suja moralmente e profissionalmente. Sinceramente, tenho vontade de vomitar na cara dele. Não, definitivamente não era amor que eu sentia. Pelo caráter, acho que ele não serve nem para lamber os meus pés. Não preciso rogar praga para ele, pessoas como ele o Universo toma conta.

