Eu confesso que aos 47 anos, chego a conclusão que vivi de forma equivocada. Sempre fui um pessoa do tipo "certinha". Ético em alguns aspectos, justo, honesto, sem maldades. Por conta desta maneira quase "correta" de ser, sempre fui lesado pelas pessoas, passado para traz e hoje olho meu passado e vejo um retrato de uma vida perdida. Chego a conclusão que a vida é uma grande utopia. As vezes se dão bem na vida as pessoas "meio": irresponsáveis; desonestas; injustas; trapasseiras; sem pudor e algo mais. Pretendo daqui frente não levar a vida muito a sério, nada de ser certinho, viver com o compromisso do mínimo necessário para sobreviver. Afinal, depois do ponto final de uma vida, que é a morte, tudo será passado. Sobraram apenas meus poucos restos mortais por um curto espaço de tempo. Em pouco mais de 100 anos, minha passagem por esta vida representará apenas um "nada" na existência deste universo.

