Eu confesso que eu fico perdido com a quantidade de ideias, idealismos e vontades que aparecem na minha mente. Às vezes, como agora, sinto-me inseguro até com as escolhas que já fiz. Prestei vestibular, passei em três universidades públicas e duas particulares, escolhi meu curso e fico pensando: ‘Será que escolhi certo? Será que serei feliz fazendo isso? Será que vou ganhar dinheiro?’. ‘E se eu não gostar do curso? Vou até o fim ou presto vestibular de novo? E se eu não conseguir passar outra vez? E se eu ficar velho demais pra começar a maratona de vestibulares mais uma vez?
Passei em duas ótimas faculdades de direito, abneguei das duas para fazer um curso bem menos concorrido, mas que pra mim, fazia mais sentido. Fui pra área social porque tenho vontade de ajudar as outras pessoas de alguma forma. Sou do tipo de pessoa que chora quando vê a pobreza, quando vê a exclusão. Quero de alguma maneira amenizar esse surto de absurdos e calamidades que assolam nosso Brasil. Tenho consciência que talvez eu não alcance a todos, mas se eu conseguir fazer melhor uma comunidade, uma região, qualquer grupo de pessoas à margem da sociedade, eu sei que dessa forma eu conseguirei viver melhor também.
Só que ao mesmo tempo eu tenho minhas próprias ganâncias, quero também ter uma carreira, ganhar um certo dinheiro para viver tranquilo, por isso me pego pensando se o certo não seria eu ter ido para o lado do Direito. Mas tudo bem, existiam outras questões que me levaram à minha escolha. E eu pretendo ainda me formar em Direito, só que não agora.
Aprendi a ser uma pessoa muito melhor desde o dia que comecei a ser voluntário em duas ONGs da minha região, e foi assim que fui despertado por esse lado social, mas ainda que eu continue ajudando como eu posso essas duas instituições, gostaria de tornar meu trabalho uma ferramenta, com a qual eu poderei ajudar mais e mais.
Fora isso, eu tenho um lado artístico muito forte, toco teclado, violão, tenho uma boa voz, tenho uma expressão corporal muito boa e etc. Cheguei a frequentar um curso de teatro e parei depois por falta de tempo, mas sempre me senti muito feliz fazendo atividades artísticas, me dedicando à isso, tentando inovar, escrevendo letras próprias, etc. Sei que deveria levar isso como um hobby, mas sei que se eu corresse um pouco atrás disso eu talvez tivesse alguma chance. Também faço alguns trabalhos como modelo e sei que isso eleva minhas chances. Tenho meu lado mais ‘egocêntrico’ e me envergonho um pouco disso, porém a sensação de quando estou tocando meu violão para um grupo de amigos ou me apresentando nas pequenas peças de teatro que participo de vez em quando é uma das mais prazerosas.
Daí eu fico pensando numa forma de unir tudo isso, de buscar ser um pouco de tudo. Talvez eu possa ser um advogado, gestor de políticas públicas, ator e cantor. Será que dá pra fazer tudo? Muita ilusão, né? Fico perdido, lógico que não explanei tudo aqui o que tenho em mente. Também sou fascinado por culinária, cozinho muito bem, já pensei em ser chefe de cozinha ou ter um programa de culinária tipo o do ‘Jamie Oliver’ da GNT… hahaha Realmente sou fascinado por culinária… Tenho outros hobbies estranhos: tenho minha própria horta, onde planto algumas verduras, legumes e até frutas de forma orgânica, aqui em casa mesmo… Sou apaixonado por yoga, meditação, mantras, cultura indiana, frequento aulas de yoga e meditação em grupo… TEM MUITA COISA QUE ME APAIXONA, QUERIA SER MAIS DE UM, QUERIA SER VÁRIOS EDUARDOS. Como poderia eu escolher uma coisa só? Eu quero tudo.

