Para mim, sentir atração sexual por homens é naturalmente espontâneo, o que já se manifesta desde os primórdios de minha infância; por exemplo, quando, aos 6 anos, assistia a novelas com minha mãe, sentia um sentimento misto de deslumbramento e atração pelos atores. E essa perturbação, ou mais propriamente falta de conhecimento pessoal, acentuou-se nos anos seguintes. Aos 7 anos, cheguei a apalpar, por cima da calça, os órgãos genitais de um colega de escola, sendo que ele mesmo me convidou a praticar tal ato, também me acariciando. O pior mesmo foi o desenvolvimento de uma paixão platônica por outro colega de sala, mas agora já aos 10 anos: pensava constantemente em chupar o pênis dele, lamber-lhe as axilas, roçar-lhe o pescoço e sentir o cheiro que emanava deste; chegava a beber água no bebedouro da sala sempre depois que ele o fazia, já que assim, posto que havia tão somente um copo para todos os alunos, poderia atender à minha obsessão por beijar-lhe ou por algum modo fundir-me com o corpo dele, até então inacessível. ora, mas eu mantinha o mundo gay para além das idealizações, transando inúmeras vezes com um primo, em perfeito sigilo; sempre era bom, de modo bem descompromissado, dar o cu e chupar uma piroca a qualquer momento do dia, sendo que várias e várias foram as vezes em que fizemos sexo anal e oral.
Nunca senti atração sexual por mulheres, apenas por homens. Muito me agrada chupar uma piroca, ter um cacete gozando dentro do meu cu… Não vislumbro a menor possibilidade de negar a minha sexualidade para mim mesmo porque pensar que não sentiria desejo por barbudos, malhados, negões, enfim, por quase todos aqueles que carregam uma manjuba dentro da roupa, soaria estranho aos meus ouvidos e eu acabaria por incorrer na "má-fé"-vejam Sartre.
Confesso, meus caros, é muito apetecível olhar um macho sem camisa, com o sovaco cabeludo pegar no pau e empinar a bunda, que, aliás, desculpem a crueza, tenho grande vontade de entrar, enfiar a língua e lamber o cu virgem, suado e cabeludo que fica bem no meio dela. Adoro morenos e negros, ficando, às vezes, com o cu doidinho por uma piroca de cor mais escura que venha sofregamente lhe arrombar.
Para terminar, confesso que atualmente tenho mantido uma certa proximidade com um colega hétero. Mas por que isso seria interessante? Porque ser gay é como viver integralmente uma vida de agente secreto, enganando a todos, vendendo uma imagem infiel à essência do próprio indivíduo. Porque ser gay é como ter uma latente vontade de viver uma outra vida, tornar-se íntimo dos héteros de que tantos gostamos fisicamente. O real problema é quando apenas a sede pelo corpo já não é capaz de atender plenamente aos nossos anseios e expectativas, vendo, num aprofundamento afetivo, que, aos olhos de terceiros pareceria uma simples e comum relação de camaradagem entre machos, a possibilidade de ocupar a lacuna sentimental que nos é própria. Desse modo, enquanto falo com o meu recente colega, de quando em quando penso em como seria o pênis dele penetrando no meu cu ou quão aprazível seria que nos abraçássemos, tocássemo-nos intimamente, passássemos a mão carinhosamente no rosto um do outro, ou mesmo que nos beijássemos, o que, a meu ver, apenas advém de um relacionamento baseado na cumplicidade, no afeto e profundo amor e bem-querer entre homens. um amor diferente não é um pecado.zj

