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Sobre as pessoas “boazinhas”

É de natureza que desde pequenos,sejamos educados a sermos boas pessoas:respeitar o papai e a mamãe, ao próximo,à professora.Ser educado,ter hábitos de higiene,tirar notas boas.Enfim,é colocado sobre nós toda uma idealização do típico comportamento do bom cidadão,como a sociedade(hipocritamente) necessita.
Mas eu sinceramente não aprendi a ser bom;aprendi o contrário:a ser bonzinho.
Pessoas boazinhas não são pessoas realmente boas,pelo contrário,são um mau exemplo de um comportamento que apenas sabe se curvar para uma sociedade que age no politicamente correto e moralmente errado.Os bonzinhos,pobrezinhos,não tem paz de espírito e possuem a todo momento um sentimento inexplicável de culpa.Culpa por ser covarde,de ser aquilo que os outros idealizam e esperam.Covardes,falsos e hipócritas.
E há a interpretação de um papel que é muito típico em nosso país:o de vítima.Aquele rosto exalando algo do tipo “pobrezinho”,”tadinho”,”coitadinho”, querendo conquistar as pessoas por pena,por compaixão,por solidariedade,mas nunca por um ato de vitória,de bravura,de tentativas.
Pessoas boazinhas tem uma qualidade,o de serem apenas boazinhas,fora isso,não possuem nenhuma outra qualidade.Não sentem prazer em ajudar ou compartilhar com o outro,fazem isso apenas porque foram educados de uma forma tão mau educada,que resultou em um ser humano frustrado,deprimente e cruel.Chorando e gritando desesperadamente para quebrar as correntes que os prendem em si mesmos.
Mas,talvez a parte mais cruel e infernal do ser bonzinho seja essa:o de não saber amar.O bonzinho pode chegar até a gostar das coisas,mas amar não.Não sabe amar porque não permite ser ele mesmo,de ser acima de tudo um humano.Não sabe amar porque se o soubesse,não seria essa pintura de anjo com um rosto transfigurando sofrimento e dor.
Pode parecer um pouco desconfortável o que vou lhes opinar,mas as pessoas boazinhas foram apenas programadas para serem degraus para que muitas pessoas passem sobre elas;se alguém já se aproveitou de um bonzinho que fique despreocupado,os próprios permitem que isso aconteça.
Mas existe uma saída,uma cura para essa doença terrível.Há o espírito da mudança,a pulsação da luta e da coragem.Não vou começar a descrever palavras cheias de romantismo ou de um caráter que apenas servem para enfeitar(isso é algo muito comum nos bonzinhos,essa arte do enfeitar),mas quero transcrever uma frase de Cecília Meireles,do livro Cânticos:
o teu ínicio começa no teu fim e o teu fim começa no teu ínicio.
OBS:esta confissão é de um ex-bonzinho.

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Escrito por Anônimo

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