“Eu confesso que há oito anos experimento o fracasso e me sinto muito mal comigo mesma. Tennho vontade de morrer. O único prazer que anseio é a hora de dormir. Tenho que cuidar da minha filha. Estou sem trabalhar. A vergonha… um marido viciado e deprimido morando dentro da casa dos meus pais e ninguém sabe do vicio dele, eu tenho pena dele, às vezes raiva quando ele quer transar, um sentimento horrível… nenhum amigo… vergonha… incapaz… merda egoísta… deu tudo errado… quero sumir, sumir, sumir… mas não posso abandonar minha filhinha, choro, choro muito… tive problemas q parecem banais c minha familia, q ao mesmo tempo é maravilhosa, mas q me empurraram p lados q eu nao queria. Minnha mae é docemente repressora, cresci ouvindo que tudo q eu faço dá errado, uma vez ela pegou minha irmã mais velha me molestando e fingiu que nao percebeu. Nunca tocou no assunto. brigava p eu nao encarar as pessoas na rua. Entao nao me acostumei a olhar p o rosto de ninguém, e nem a gravá-los, assim nunca fazia amigos pq não os reconhecia, tinha dificuldade de saber quem era quem. Cresci achando q eu era tímida demais, mas eu era mesmo era insegura. Para piorar desde 4 anos, q me lembre, meu pai me dava cachaça na chupeta, então quando me tornei adolescente eu comecei a beber para me relacionar socialmente… com essas dificuldades psicologicas que eu ja tinha, so piorou tudo, e eu me perdi no mundo. Era extremamente culta e so andava nos lugares mais baixos. O pai da minha filha é um ex morador de rua, quando o conheci fomos para a terra dele e la ficamos por oito anos, eu achava q tinha q ajuda-lo, nao sei pq au achava q tinha q ajudar as pessoas, mas eu nao consegui. Perdi meu tempo, minha vida, hoje q tenho 34 anos q começo a enxergar melhor as coisas. mas eu to muito sozinha, meus pais me tratam por louca, nao quero que deixem minha filha louca tambem, por isso nao posso ir embora, eu queria poder dormir e nao acordar mais.

