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Sorria, sou eu!

Eu confesso que eu sempre tive poucos amigos. Hoje, conquistei muitos vários, e os amo, e o que adoro e me satisfaz, é saber que eles realmente gostam de minha pessoa, mesmo com todos os defeitos que possuo e mesmo eu sendo um cara tão bipolar e inconsequente.
Meus amigos elevam minha estima, chamam-me de belo, de inteligente, de estiloso, de especial, e é tão bom para mim, que nunca tinha saboreado dessas sensações boas, que sempre só escutava coisas pejorativas da boca alheia.
O problema é que quando chego em casa, sinto uma falta tão grande deles. Parece que cada um vai para um lado, e apesar de eu ser tão especial para eles, quando estou em casa me sinto um outro qualquer, alguém solitário, sem amigos e sem alguém para abraçar.
Nos últimos tempos, fiz burradas tremendas, frutos de pensamentos inconsequentes. Estava fumando cerca de 10 cigarros por dia, e fumando maconha com alguns outros amigos de vez em quando. Ontem tomei um porre tão gigante, pensei que morreria. Foi Deus que colocou meu amigo de infância em meu caminho na hora que eu pensei que não aguentaria voltar pra casa sozinho. Ele estava lá, como eu pedi para Deus. Me ajudou, não me julgou, me deixou na porta de casa. Obrigado Deus. Depois dessa data, não colocarei mais erva no meu organismo, não colocarei mais alcatrão nem nicotina nesses meus saudáveis pulmões, porque temos que ser saudáveis e crer em Deus. Eu posso dizer que depois do que me aconteceu ontem, constatei que Deus existe e está do meu lado, apesar de todas as burrices que fiz.
Agora eu só preciso de equilibrio. Voltarei a ser o garoto certinho, que usa óculos e lê livros. Que se alimenta do saber e das boas companhias. Darei mais valor a quem me deu a mão e pensarei duas vezes antes de dizer não a Deus.
Se tudo der certo, eu paro com esses vícios todos, estudo muito, entro numa boa facul, e de quebra ainda descubro que posso ser feliz com amigos verdadeiros e com relacionamentos afetivos saudáveis.
Obrigado, agora estou leve.

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Escrito por Anônimo

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