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Sou doente

Eu confesso que tenho 45 anos e vou arruinar meu casamento como arruinei o primeiro, mas não consigo vencer essa tara, essa doença que tenho.
Acho que tudo começou quando tinha 14 anos, na fazenda de minha família. Era uma fazenda de gado e meu pai estava construindo uma vacaria num local ermo,na beira de um ribeirão que cortava a propriedade, tendo contratado tres irmãos que passaram por lá pedindo emprego. Eram negros e vieram lá dos lados de Nanuque, e eram realmente trabalhadores.
Mas numa tarde estava passando por lá a cavalo e reparei que eles tomavam banho no riacho. Apeei e me escondi nas moitas para ficar vendo. Nunca havia visto homens nus e aquilo me excitava tremendamente, principalmente os órgãos deles. Passei a ir lá todo os dias depois das 4 da tarde e me escondia para ver. Só que numa dessas idas, um dos irmãos me descobriu na moita e me segurou, avisando os outros dois.
Fui estuprada ali mesmo. Me levaram para a construção e se revezaram em mim. Dois me seguravam e o terceiro me possuía.Quando terminaram, um deles encostou uma peixeira em meu pescoço e me ameaçou caso contasse para alguém. Mas não seria necessário. Estava amedrontada, mas adorara a experiência e durante um mês, ia lá todas as tardes e vibrava de tesão em ser currada por aqueles três. Experimentei tudo, inclusive anal, e quanto mais doía, quanto mais maltratada, mais gostava.
Mas o inevitável aconteceu. Minha regra não veio e percebi estar grávida de um deles. Para encurtar a estória, foi um verdadeiro escãndalo. Meu pai mandou pegar os três para matar,mas eles fugiram e sumiram no mundo. E eu tive que fazer um aborto que me marcou muito, tendo sido mandada para um colégio de madres, interna.
Me casei a primeira vez com um moço da fazenda vizinha e viemos para BH.
Mas logo comecei a traí-lo. Conheci um negro na rua e me ofereci a ele, e tivemos várias sessões de sexo clandestino em diversos hoteizinhos sórdidos e baratos. Eu o ofendia, o chamava de negro broxa, e ele me machucava aumentando meu prazer. E assim tive uma longa fila de amantes, até ser descoberta por meu marido e abandonada.
Passado alguns anos, conheci meu marido atual. Um homem integro, bonito e bem sucedido. Mas logo veio minha tara a me atazanar. Fui ao Rio com uma prima, e, escondida, fui numa escola de samba. Lá conheci meu amante atual, um mulato forte e violento, que tem me proporcionado prazeres incríveis quando vou lá para visitar parentes.
Mas cansei. Cansei dessa autodestruição, de esconder marcas de machucados, de mordidas. Cansei de me sentir suja, traidora, sem moral. A cada gozo que sinto, a cada penetração, a cada vez que sou sodomizada pelo meu amante, me arrependo depois. Choro escondida de vergonha, imagino meu pai gritando comigo, minha mãe virando as costas para mim, mas no outro mês, lá estou de volta, querendo mais.
Não sei mais o que fazer.

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Escrito por Anônimo

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