Tenho 39 anos, sou gay assumido e casado com outro homem, há pouco mais de 2 anos.
Apesar disso, já nos conhecemos há oito. Há cerca de dois anos, numa das muitas vezes que me falava (e ainda continua a falar) das suas aventuras sexuais passadas, eu comentei que tinha pena de não ter tido antes, aventuras praticamente nenhumas, ao que ele – na minha opinião, intolerante – respondeu: "não tiveste, porque não quiseste"!
Ora, sabendo ele do meu passado que, nomeadamente, fora abusado sexualmente aos 10 anos por um colega mais velho, mantendo sempre isto em segredo e nunca ter contado a ninguém que era gay, por mais de vinte anos. E sabendo também que só tinha tido relações sexuais com um prostituto e duas prostitutas (sem contar com o relacionamento asqueroso, ainda de alguns meses com o abusador da escola, que a Directora do Conselho Directivo da Escola Preparatória dos Pombais, não quis saber e nada fez, senão falar com essa pessoa, cujo nome não posso dizer, dado as regras do site, que continuou a abusar de mim, sempre com chantagens.
Continuando, sabendo o meu marido disso tudo, não era resposta para me dar. Eu senti-me ofendido e revoltado, ao ponto de ter tido pequenas aventuras (relações sexuais) com mais de 15 rapazes (sempre com as devidas precauções). Já há ano e meio que não voltei a praticar traição e fiz, pelo menos 3 vezes análises ao sangue e urina e estava tudo bem.
Há dias contei ao meu marido o que tinha feito, não só porque achava que tinha que contar, mas também na sequência de ter ouvido mais histórias de experiências sexuais e passionais. Fala-me muito do ex-companheiro.
Sei que fiz uma coisa muito feia, muito errada, mas se me perguntarem se estou arrependido, confesso que não estou arrependido e, se pudesse voltar atrás, teria feito de igual forma, excepto o contar, pois não sei se o faria. Acho que ele já me perdoou. E eu não tenciono voltar a fazê-lo.
Aqui deixo a minha confissão.
Saudações a todos e todas.

