Eu confesso que traí meu marido com um colega de trabalho que também é policial, como eu. A tentação no mundo policial, não sei porque, é muito grande. Talvez pela natureza das atividades, talvez pelo excesso de testosterona dos homens e número reduzido de mulheres, a possibilidade da traição esteja sempre presente. Não foi de propósito. Sei que não há desculpas para o ato de trair, embora possam haver justificativas. Eu havia chegado há pouco tempo em minha nova lotação, recém saída de umma licença gestaçao, ou seja, me sentindo bonita e valorizada novamente. Os colegas correspondiam a minha necessidade de atençao, sendo que meu marido não estava entendendo esse momento de fragilidade e potencial perigo. Um dia, quando os hormõnios falaram mais alto que a razão, me declarei para um colega por quem sentia especial desejo. Infelizmente foi a pessoa errada. Eu, pessoalmente, nunca havia traído antes, nem em gestos nem em pensamentos. Já ele, o amante, também casado, era profissional no assunto. Muitas traições no currículo. No fim, além de todos os problemas que uma traição traz, ainda me senti usada; apenas mais uma. Resumo da história: se você está pensando em trair pare agora. Não vale a pena. A ingenuidade, uma vez perdida, não volta nunca mais.

