Desde os 13 anos eu costumava rasgar os braços, fosse com lâminas, agulhas, tesouras ou facas.. sempre acabava com os braços rasgados. Com 14 descobri o álcool, e daí foi só ladeira a baixo. Minha mãe demorou alguns anos pra perceber. Com uns 16 comecei a frequentar o psiquiatra, que me passou tantos remédios que eu passava o dia chapada, mas era bom, era mais fácil e eu me sentia bem. Com 17 comecei a misturar os remédios com álcool.. não deu muito certo. Durante o tratamento com o psiquiatra, vira e mexe eu tomava todos os remédios de uma vez, nunca funcionava, só dormia por uns 2 dias seguidos e depois tudo voltava ao normal. Minha mãe só chegou a perceber 1 vez, das inúmeras que aconteceram. Meu pai que era quem comprava os remédios começou a se tocar que eles acabavam sempre antes do previsto e eu pedia pra comprar mais, até que começou a pensar que eu tava viciada e parou de comprar. Daí em diante só uma tentativa com dramin e álcool, mas minha mãe percebeu nesse dia e cuidou de mim. Quando acordei disse que eu era muito burra e que poderia ter ficado com sequelas e dado mais trabalho ainda pra ela. Daí pra frente do álcool, e vontade de tentar de novo de outra maneira. Pular de um prédio alto tem passado muito pela minha cabeça, mas falta a coragem final, o ápice do desespero. Hoje tenho 18 anos e sinto que a vida já me mostrou tudo o que tinha a mostrar, não sinto vontade de fazer nada. Só queria acabar com tudo.

