Sou eterna, enfia em mim.
Quero rebolar para sempre em um piru com uma saia vermelha.
Minha calcinha jogo aos céus porque está toda molhada.
O universo que cheire o que há. Ó sim, pois o que há que não seja o cheiro da minha calcinha?
Posso ver o mar, pois estou na praia.
E a onda bate como por uma rolha de champagne salgado e saboroso nos meus pés nus.
Meu vestido de seda fina, o vento também quer levar aos céus e por isso eu abaixo empinando.
Minha gloriosa bunda! Junto com o meu lindo batom vermelho sobre os meus lábios, minha língua mole e minha bunda divina convidam a natureza:
“Ô tu, vento que passsa! Que com sua rajada desenha um pênis que envolve minha língua e ao mesmo tempo está dentro da minha bunda! É tudo tão sagrado como a espuma que molha o dedo do meu pé! Tu porém, ô mar! Quão grandioso são teus caprichos quando ansejas ardentemente sopejar a praia e sorver a areia da minha sola! Não chegas mais que isto, porém, pois é dos vermes da minha unha (tinta, pura da certeza) que meus dois dedos, gemem e fazem tremer, os grandes lábios da minha boceta, que nesta linda tarde azul, está triste, e por isso chora e já baba, já que não há língua que a lamba.”

