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Talvez a vida não fosse pra mim

Acho que esse texto vai ser um pouco longo, mas vamos lá.

Talvez eu conte um pouco sobre tudo da minha vida aqui, então sejam bem vindos a minha vida…
Aos 5 anos de idade, minha mãe me batia muito, me espancava inúmeras vezes, algumas vezes eram sem motivos, mas outras vezes eu devo ter feito algo, mas que não foram motivos pra ela ter feito o que fez. Meu "pai" batia na minha mãe, usava droga (bom, até hoje usa). Meu pai é um bêbado escroto, eu o odeio muito. Minha vida sempre foi complicada, não tive muitos motivos para sorrir. Aos 9 ou 10 anos de idade, meu primo tentou me estuprar algumas vezes e foi algo que me marcou muito, algo que me deixou um pouco assustada com as pessoas. Aos 11 anos de idade, sofri bullying na escola pela segunda ou terceira vez, pra falar a verdade, eu sofria bullying em toda escola que eu entrava, mas não conto minha primeira série a quarta pois só foram coisas verbais, nada fisicamente. Mas aos meus 11 anos, tudo mudou, as pessoas me chamavam de feia, ridícula, escrota, vadia e assim ia, mas eu nunca entendi o motivos de me chamarem disso. Apanhei umas 2 vezes, uma fui enforcada. Na escola alguns garotos queriam fazer graça, então começaram a tirar minha roupa, pegar na minha região intima, para que as pessoas pudessem rir daquilo. Aos 12 anos me apaixonei pela primeira vez, e como você deve imaginar não deu nada certo. O garoto praticava bullying comigo, assim como todas as outras pessoas. E depois de um tempo tudo começou a piorar, desmoronar praticamente. Como eu gostava de escrever bastante (ainda gosto) escrevia algumas cartas para o garoto pelo qual eu estava apaixonada. Ali eu dizia tudo o que sentia, mas como sempre dava errado, pois ele começou a rasgar elas na minha frente para fazer graça aos amigos. Aos 12 anos me cortei pela primeira vez, foi doloroso pra mim ouvir certas coisas, ver aquela cena dele rasgando meus sentimentos escritos. Podem me julgar, falar o quanto sou mal comida, pois é isso que as pessoas sempre dizem a quem se mutila. Não desejaria essa dor que eu senti a ninguém, pois não foram a dor dos cortes, foi a dor da alma, a dor de ver uma pessoa pela qual você gostava tanto, fazendo algo assim, acredite, é doloroso. Entrei em depressão profunda, não por conta disso, por conta da minha vida ser tão inútil. Não tinha lá muitas amigas, na verdade não posso dizer se tive. Chegava na escola todos os dias e chorava sem parar, me cortava sempre que podia, e desejava morrer. Meu pai já traiu a minha mãe muitas vezes, usava drogas, e ficava me fazendo tortura psicológica (até hoje é assim). Se eu já pensei em fugir? Todos os dias. Se eu já pensei me me matar? Todos os dias. Já tentei algumas vezes, sem sucesso. Não sei por quanto tempo irei aguentar tudo isso. Eu to acabada, sem motivos pra continuar aqui, mas acontece que eu não to conseguindo mais. Faço terapia uma vez na semana. Tomo remédios controlados. Mas acontece, que os remédios não tem me ajudado como esperado. Meus pais não me ajudaram em nada, pedia ajuda a qualquer pessoa que estivesse ao meu redor. Professores, diretores, colegas. Unica pessoa que teve a coragem de me ajudar foi minha prima, pedia ao meu pai para que ele ou minha mãe me levasse. Mas os dois sempre levaram isso como um drama meu, que tudo era uma grande frescura e que eu estava paranoica.

Bom, vou acabando por aqui, pois se eu continuar, acabarei escrevendo um livro. Talvez outro dia escreverei alguma continuação sobre minha vida ridícula. Obrigada pela atenção

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Escrito por Anônimo

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Não consigo me entregar a homem nenhum

Devo perguntar pq ele me ignora?