Eu confesso que meu marido e eu temos uma relação sexual um tanto paranoica. Ele sempre foi um ótimo pai, temos duas filhas pequenas, passa a roupa, etc., mas para se excitar antes precisa ouvir “como é que eu fui” com meu amante, que sempre é uma pessoa que ele também conheça. Conto se o cara ejacula muito ou pouco. Se me chupa os seios e a vagina. Se deixa que eu lhe chupe o pinto. Se gozou em minha boca. Se fez sexo anal, etc. Até agora não deu errado, vejo alguém que me dedica uma atenção muito carinhosa e me encarrego de convencer a sair comigo. Quando dá certo, telefono de modo provocativo durante a semana, mas nunca digo que amo. Eles nunca ficam sabendo que meu marido sempre sabe do caso. A dificuldade maior é que não tenho nem seios nem bunda grandes. Então o que vale mesmo é a minha disposição de atender todas as vontades do meu parceiro. Esse foi um arranjo com o qual concordei por amor ao meu marido. Quase que a cada ano tenho de conquistar um novo amante porque somos todos religiosos (incluindo o namorado). Eles geralmente não aguentam o peso do conflito de consciência e acabam desistindo. Por melhor e mais agradável que seja o parceiro, eu nunca chego ao orgasmo. Contudo não nego que o prazer que sinto é muito grande. Alguém por cima de mim, me beijando, penetrando por onde quiser, sem pressa de terminar, me dizendo palavras que dificilmente diriam às suas esposas e, finalmente, alcançando o que todos desejam, um orgasmo prolongado e escandaloso que, se tiver condição, costuma se repetir ao menos uma vez. Se for nossa despedida (se acabar com o com o caso) aí, depois da segunda vez, passados uns minutos, puxo-o para a beirada da cama, me enfiou entre as pernas dele e o chupo até conseguir um terceiro, coisa que, sou capaz de apostar, jamais conseguiu antes. Se me pergunta se eu nunca gozo, simulo-o um orgasmo sofrido só prá ele ver. De verdade, reservo-o para meu marido, logo mais à noite. Isso sempre o estimula a uma próxima vez. A! Ia me esquecendo. Meu marido tem traços perceptíveis de efeminado, mas não dá bandeira e nem tem relações com homens. Por causa da religião, eu acho.

