Eu estava passando uns dias na casa de minha irmã, quando minhas duas sobrinhas uma de doze e outra de dez anos,vendo que eu estava pintando as minhas unhas, pediram que eu depois também não podia pintar as delas, eu aquiesci de bom grado pedindo a cada uma que escolhessem a cor do esmalte ali expostos de suas preferências. Uma escolheu uma cor a outra, outra. Com calma e capricho fui pintando as unhas das minhas sobrinhas, enquanto isto o irmão mais moço de sete anos sentado ao lado observava com atenção. Quando eu estava para terminar a seção de manicure, meu sobrinho me surpreendeu pedindo: “Tia quer pintar as minhas unhas também”. Eu fiquei sem saber o que dizer, por fim falei: “Você quer mesmo que eu pinte as suas unhas com estes esmaltes? Ele respondeu: “Eu quero que pinte com esse ai, eu acho muito bonito”. Apontando para um de cor lilás que ainda tinha sido usado. Eu pensei que a mãe e o pai dele vão dizer me senti numa situação embaraçosa, mas que fazer? Por que eu iria negar o seu pedido, e lhe disse: “Dá-me a sua mão para cortar as suas unhas que estão bem cumpridas e dar uma lixadinha”. Ele replicou não corta não de só a lixadinha”. Acabei dando só as lixadinhas, depois perguntei mais uma vez: “É esta cor mesmo que você quer que eu pinte?” Respondeu co segurança: “É esta mesma”. Então com a mesma dedicação que pintei as unhas das suas irmãs comecei a pintar as dele. As irmãs, meia surpresas assistiam tudo sem dizer nada. As unhas do meu sobrinho depois de pintadas com aquela cor ficaram de fato muito bonitas. Ele encantado não parava de admirá-las, abrindo esticando os dedos e os encolhendo, ficou todo contente eu alertei para que deixasse o esmalte secar bem. Disse: “Eu há muito tempo que queria ver minhas unhas pintadas, mas não tinha coragem de pedir a minha mãe, hoje criei coragem e pedi para você, estou aliviado". Eu falei: Aproveite a coragem, quer que eu pinte também as unhas dos pés?” Respondeu: “Se você quiser, eu quero”. E foi tirando logo um dos pés da sua sandália esticando-o em direção da tia. A tia com um sorriso compreensivo começou a lixar as unhas dos pés do menino, depois começou a pintar com aquele mesmo esmalte lilás e continuo pensando. “Que a minha irmã e meu cunhado vão dizer de tudo isso”. Criando coragem se dirigiu as duas sobrinhas: “Vocês são testemunhas, foi ele que pediu, eu só não neguei o seu pedido, fiz apenas que ele pediu, não quero encrenca para o meu lado”

