Há dez dias atrás, minha maior amiga me telefonou, indagando se eu gostara do anel de brilhante que eu havia ganho. Surpresa, eu lhe disse que não sabia do que estava falando, já que não ganhara nenhum anel. Ela me contou que, no dia anterior vira meu marido em uma joalheria, comprando o anel e que ele pagara com cheque e guardara a nota fiscal no bolso do paletó de seu terno. Fui verificar e, realmente, lá estava a nota fiscal. No talão de cheques, havia uma anotação do mesmo valor, com a mesma data, sem especificar o favorecido. Fiquei assustada, liguei para minha amiga e conversando, concluímos que, se já havia mais de 10 dias que ele comprara, sem ter me dado o anel, é porque havia outra. Conclusão lógica e insofismável. Fiquei indignada, porque sempre amei o meu marido e julgava que ele também me amava. Sempre acreditei que eu era exclusiva. Foi uma decepção saber que ele tinha outra. Continuando a conversa, dissemos que em situações como esta deveríamos tratar nossos maridos, dente por dente, olho por olho. Com ódio, agi por impulso, sem pensar. Meu marido tem um colega na empresa em que trabalha, do qual ele não gosta e o considera sem princípios. Mas é um rapaz bonito, forte, faixa preta de judô e que já por duas vezes tentou me cantar. Não tive dúvidas e liguei para ele, na empresa. Ele me disse que não esperava, mas que ficara muito feliz. Perguntou se eu queria encontrá-lo e marcamos, no dia seguinte, à tarde, em seu apartamento. Lá, com a raiva que eu estava, me entreguei completamente. Ficamos por mais de 4 horas e fiz tudo que jamais fizera com meu marido, inclusive anal e oral. Marquei de voltar, sem falta, dois dias depois. Mas pela manhã do dia seguinte, a maior surpresa. Meu marido se aproximou de mim e me deu o anel de brilhante, como presente de aniversário do nosso primeiro ano de casamento. Eu havia me esquecido inteiramente! Desmontei. O remorso foi imediato. Fiquei pálida e sem palavras. Não sabia o que fazer. Não fui naquele momento a esposa que deveria ter sido. Meu marido deve ter ficado desapontado. Chorei o dia todo e ainda não me recuperei. Não fui ao encontro que eu havia confirmado, sem falta. No dia seguinte, minha amiga me telefonou apavorada, dizendo que corria um boato na empresa de meu marido, que seu colega estava dizendo que havia me comido, na frente e atrás, e que eu fizera oral, deixando que ele ejaculasse dentro da minha boca e que engolira seu esperma, mostrando que o fizera. Perguntou se era verdade e eu tive de confirmar. Disse que logo chegaria aos ouvidos de meu marido e me aconselhou a procurar seu colega e pedir que desmentisse a versão. O fiz, por telefone. Ele concordou em desmentir, desde que eu o continuasse encontrando e me entregando do mesmo modo que já fizera. Estou desorientada e gostaria da opinião de homens e de mulheres.

