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Traição no rancho

Meu nome é Anderson. Dinheiro não compra felicidade, mas compra liberdade pra viver coisas que a maioria só vê em filme. Tenho fazendas, casas de alto padrão, carros que chamam atenção e uma vida confortável que construí no agro. Sou gordinho, sem fôlego pra academia, e meu equipamento nunca foi dos mais impressionantes. Mas minha esposa, a Rosilene, é o oposto completo: loira, corpo de academia esculpido, pernas longas, curvas que param o trânsito, energia sexual que parece não ter fim.

Desde o começo eu percebia. Saídas longas pra “academia”, celular sempre virado pra baixo, marcas de perfume masculino no banco do carro, noites “dormindo na amiga”. No início eu explodia de ciúme. Depois veio uma excitação estranha, doentia, irresistível. Saber que ela era desejada, imaginar ela se abrindo pra outro… aquilo me deixava duro como nunca. Virei cúmplice secreto. Fingia não ver, mas torcia pra flagrar.

O estopim foi um churrasco pesado que armamos no rancho. Convidei a turma do clube: personal trainers bombados, lutadores de jiu-jitsu que treinam com ela, uns caras que exalam testosterona, algumas mulheres solteiras pra disfarçar. Desde a tarde a Rosilene estava diferente — carregada, elétrica. Experimentava vestidos no quarto, cada um mais curto e colado. Parava na frente do espelho, ajeitava o decote, puxava a barra pra cima, suspirava fundo.

“Tô tentando me comportar hoje… sério”, ela disse baixinho, quase como se estivesse se convencendo.

Mas o corpo traía. A tensão sexual estava batendo forte nela desde cedo. Ela tentava mesmo se segurar — sorria educado, conversava com as mulheres, aceitava drink com moderação. Mas era visível o esforço: mordia o lábio inferior, apertava as coxas com força, passava a língua nos lábios sem perceber, corava quando o Marcos ou o Lucas se aproximavam demais.

A festa pegou fogo rápido. Churrasco, som alto, piscina lotada, uísque caro rolando solto. Eu via tudo. Vi ela dançar colada com o Lucas por uns segundos e depois se soltar rápido, rindo alto demais, rosto vermelho. Vi o Marcos falar algo no ouvido dela na beira da piscina e ela encostar as costas no peito dele por alguns segundos antes de se afastar como se tivesse levado choque. Vi ela na cozinha com ele, corpos próximos, ela tremendo visivelmente, olhos vidrados, sussurrando algo antes de sair quase tropeçando.

“Preciso de ar… tá quente demais”, disse passando por mim, voz rouca.

Eu já sabia que ela não ia aguentar a noite inteira.

Fui pro quarto por volta das duas, meio apagado. Falei pra ela:

“vou deitar um pouco, o álcool bateu pesado,  pode ficar ai com a galera viu.”

Ela me olhou com culpa, carinho e uma fome que não cabia mais dentro dela. Me beijou rápido e saiu.

Acordei mais tarde com a casa viva. Gemidos, risadas abafadas, sons de pele batendo em pele, móveis rangendo. Não era só nos quartos quarto. Era a casa inteira.

Levantei devagar e fui andando pelos corredores na penumbra. O rancho parecia uma casa de swing improvisada.

No quarto de hóspedes da esquerda: uma das mulheres solteiras que vieram sozinhas, de quatro na cama, sendo comida por trás por um rapaz enquanto outro enfiava na boca dela. Ela gemia alto, sem se importar mais com quem ouvia.

Na sala de TV: dois casais se revezando no sofá grande. Uma mulher cavalgando um cara enquanto outro chupava os seios dela. Risadas misturadas com gemidos.

Na suíte master (que a gente não estava usando): luz baixa, três pessoas — duas mulheres e um cara. Uma delas sentada na cara dele, a outra rebolando no pau.

E nos fundos, na varanda coberta, o clímax da noite.

Rosilene, finalmente sem nenhuma tentativa de se controlar. Iluminada só pela lua e pelas luzes fracas do jardim, no meio de Marcos e Lucas. Vestido embolado na cintura, calcinha perdida em algum lugar, cavalgando os dois com desespero. Dupla penetração crua, intensa. Ela cravava unhas nas costas deles, mordia ombros, jogava a cabeça pra trás e soltava gemidos roucos que viravam gritos abafados.

“ahn… hmmm…” contínuo, como se ela estivesse se segurando ainda um pouco. Mas a cada estocada mais funda, o som subia. Virava um gemido mais aberto, mais molhado: “aaah… porra… isso…” — com a voz contida.

Quando eles aceleraram, os gemidos ganharam ritmo. Curtos e agudos no começo de cada metida — “ai! … ai! … ai!” —, depois se alongavam num gemido longo quando eles entravam até o fundo: “aaaaahhhhhh… caralho…”. Ela jogava a cabeça pra trás, boca aberta, e soltava sons que pareciam vir do peito: “uuuuh… hããã… mais… mais forte…”.

Entre uma onda e outra de prazer, vinham os pedidos: “Não para… por favor… mete mais fundo… me arromba…”. E quando gozava (e ela gozava sem parar), os gemidos viravam gritos abafados, animais: “Aaaahhh… tô gozando… tô gozando de novo… caralhoooo!” — o corpo convulsionando, as coxas tremendo, as unhas cravadas nas costas deles, e a voz falhando no final, virando um gemido rouco e longo que parecia não acabar.

Eu contava: uma, duas, três, quatro vezes seguidas. O primeiro era mais contido, quase surpresa. O segundo já era mais alto, mais desesperado. O terceiro virou um grito abafado contra o ombro do Marcos. O quarto… o quarto foi quase um uivo rouco, longo, que ecoou pela varanda e se misturou aos outros gemidos que vinham da casa.

Enquanto ela se entregava ali, a casa continuava viva ao redor. Gemidos femininos agudos de um lado, grunhidos masculinos graves do outro, móveis batendo ritmados, risadas safadas misturadas com “vai… vai… assim…”. Era como se o rancho inteiro tivesse entrado no mesmo ritmo.

Fiquei na sombra, coração na boca, me tocando devagar. O som dela — aqueles gemidos que começavam contidos e terminavam em gritos roucos de rendição — me levou junto. Gozei ouvindo ela gozar pela quinta vez, voz falhando no meio do “aaaaahhh… porra… não aguento mais…”.

De manhã a casa era um caos: roupas jogadas, garrafas vazias, cheiro forte de sexo no ar. Rosilene apareceu no quarto tarde, cabelo bagunçado, pele marcada, cheirando a suor e prazer. Me deu um beijo lento e sussurrou:

“Noite difícil de ficar quieta, né amor?”

Eu sorri, puxando ela pra mim.

“Você tentou. Mas esses gemidos… ninguém ia conseguir ficar quieto com isso.”

Ela riu baixo, encostou a testa na minha.

“Foi… demais.”

E desde então a gente vive isso de frente. Ela ainda faz cara de esposa comportada em público. Mas quando o fogo aperta, os gemidos voltam — e eu sei exatamente como eles começam baixinho… e como terminam explodindo.

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Escrito por Andersom Amadeu

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