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Traído sempre.

Eu confesso que quando pequeno tive muitos problemas hormonais. Aos doze anos desenvolvi seios e meu pênis não apresentava o desenvolvimento normal. Fiz diversos tratamentos, passei por diversos constrangimentos e finalmente aos dezesseis anos, extirpei as mamas. Sim, pois não eram ginecomastias comuns.
Mas meu orgão genital nunca se desenvolveu. Aos dezoito, com muito tratamento hormonal, consegui os seis centímetros que hoje tenho. E para piorar a situação, não tenho muita sensibilidade nele, me satisfazendo apenas com masturbação.
Aos dezenove, fiquei noivo de uma bela garota. Nós nos amávamos e, na época, o fato de eu nunca ter tentado uma relação sexual com ela era até uma vantagem a mais pois eu era "respeitador". Só que, com o passar do tempo, os hormônios falaram mais alto e a pedido dela , passei a tentar deflorá-la. Mas não conseguia nem chegar lá. Aquilo a frustrou. E, uns meses depois, ela me confessou que dera sua virgindade a outro, para que nós pudéssemos nos relacionar. Foi a minha primeiro contato com algo que se tornaria comum na minha vida, que era a traição sexual. Fiquei com ela ainda por dois anos, mas acabamos por terminar. Eu não conseguia conter minha frustração e vergonha.
Sou um cara alto e forte. Sou até atraente, e mulheres sempre se aproximaram de mim. Me casei apesar de meu problema, e vivi cinco anos com minha primeira esposa, até que ela engravidou. Eu sempre fingi orgasmo, pois jamais pude gozar com a penetração, e exames posteriores me asseguraram que sou estéril. Mas aceitei minha filha, mesmo sabendo que com toda a certeza ela era de outro, e dei meu nome e carinho. Mas acabei me separando também de sua mãe, pois descobrira que ela tinha amantes. Quando a confrontei, ela calmamente me perguntou se eu imaginava o que era ser casada com um eunuco, que nem para comer uma mulher servia.
Vivi então desde esse dia, sozinho. Evitei relacionamentos com mulheres, procurei ajuda médica e psicológica, mas em vão.
Há uns dois anos,porém, conhecí uma garota. Linda, pequena e que me admirava muito pelo meu trabalho e por meus conhecimentos. E nos casamos. Acreditei que , por ela ser bem pequenina em estatura meu pênis poderia satisfazê-la, não ser um empecilho, e vivemos por um ano dessa forma.
Mas semana passada, tudo desmoronou de novo. Conversamos muito sobre sexo, e como podemos ter maior prazer, sobre as fantasias que ela teria. E ela , com muito tato, me perguntou se eu aceitaria que ela tivesse um amante. Um cara que a pudesse satisfazer sexualmente, com um "pinto grande" , pois esse era seu maior desejo. Disse me amar muito, que não me trairia de forma alguma sem o meu consentimento, e que, mesmo tendo relações com outro, não deixaria de me amar. Que me seria fiel emocionalmente.
Sob sugestão dela, visitei sites de "cuckolding" , vi o que os maridos traídos voluntariamente sentiam. E assim cheguei aqui , onde li alguns relatos semelhantes, mas não sei se conseguiria fazer isso.
Não sei o que fazer. Não quero deixar minha esposa infeliz e frustrada, e não quero ser traído mais uma vez.

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Escrito por Anônimo

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