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Triângulo amoroso entre tio e sobrinho

Eu confesso que trai o meu namorado. Não sei se foi uma carência, mas foi uma atração fatal, entre eu e o sobrinho legítimo dele. Tudo começou em fevereiro, quando fui com o meu então namorado, Rafael* a Quito*. Fui conhecer minha sogra, cunhadas e amigos dele. Nisso tudo, conheci o seu sobrinho, André*, mas não o via com outros olhos. Rafael* tem 60 anos, namorei com ele durante 5 anos. Ele e um bom homem, mas durante quase 4 anos, não me dava atenção. André*, um homem jovem, de 35 anos, antes era junto com a sua companheira e pai de dois meninos. A princípio, minha relação com o André* era amizade, via nele o que não via no Rafael*. E essa relação foi se aprofundando pela internet, depois que retornei para o Brasil. Falava dos meus problemas, e ele dos deles, e surgiu um sentimento a mais nisso tudo. Passamos a nos falar todos os dias… E a cada dia falando mais e mais, e esse sentimento de amizade evoluiu para o amor. Prometemos amor eterno, e também procurávamos soluções para se ver e ter a oportunidade de viver juntos. O Rafael*, sempre foi muito ausente, trabalhava bastante e nos víamos sempre aos sábados. Nunca, em todos esses anos, tomou uma decisão entre a gente. Eu sou uma mulher jovem, tenho 26 anos, namorando um homem de 60, mas sempre o tinha respeitado, nunca tinha olhado para outros homens na vida. Mas esse seu sobrinho me despertou outra vez a vontade de viver. Encurtando mais um pouco a história, surgiu uma oportunidade de ir ao seu pais a trabalho, logicamente arquitetando os planos para gente passar esses dias juntos. E conseguimos! André* foi maravilhoso, passamos por momentos lindos, coisas que queria muito viver com o Rafael*. Toda a sua família em Quito* soube da nossa relação e a princípio apoiou, por sermos jovens e cheios de vida. Ele, por mera coincidência, se separou da companheira, mas não por minha causa. Em meio a tristezas e despedidas, retornei até o Brasil, e veio uma surpresa desagradável. Enviaram um e-mail anônimo para o Rafael*, contando todo o meu relacionamento que tive com o André*. Tentei negar no começo, a família também negou no começo, mas acabei confessando que o havia traído. Ele se revoltou muito comigo, com toda razão, porque ter traído ele com o meu sobrinho, aquela coisa toda. Depois disso, eu e o Rafael* conversamos muito sobre a sua ausência, o quanto nos descuidamos, não pela diferença de dade, mas sim o fato de ele não ter cuidado da relação. Também tive a minha parcela de culpa, mas conversar com ele era impossível. Ele nunca, nesses anos todos, demonstrou querer morar juntos, melhorar um pouco mais o seu humor, trabalhar um pouco menos. Com o André*, estou a falar com ele ainda todos os dias, temos planos e tudo mais, só que para vivermos juntos, em relação ao seu trabalho, ele não poderia viver no Brasil, e eu morar em outro pais, que sou engenheira, não seria viável, creio eu. O Rafael* sempre me deu uma vida boa, dinheiro, terreno, carro. Ele inclusive, mesmo sabendo que o trai, me perdoou e quer voltar. Prometeu ser mais presente, viajar mais. O André*, nesse ponto, eu pouco o conheço, e seria como dar um tiro no escuro. Podem me chamar de tudo, mas gostaria da opinião de vocês nessa minha situação, nesse foi cruzado. Para quem passou por uma situação dessas, me ajudem por favor.

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Escrito por Anônimo

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Depressão,Cansaço

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