Eu confesso que as novelas costumam refletir a situação social da época em que são escritas e alguns personagens são especialmente “fabricados”. O FELIX de Amor à Vida interpreta alguém que conheceu a religião, interpretou as escrituras, tentou manter-se no armário e falhou. Como eu sei disso? Pela inversão dos conceitos que impregna as falas dele: além do velho JOGUEI PEDRA NA CRUZ; “passei chapinha nos cabelos de Sansão; roubei os cremes de beleza de Salomé; piquei salsinha nas tábuas da Lei; fiz algazarra no Sermão do Monte, roubei as trinta moedas de Judas” e outras “pérolas” que ele mandou e ainda vai largar.

