Eu confesso que virei fêmea de minha mulher. Somos casados há anos e sempre tivemos uma vida sexual trivial. Mas sempre houve um grande (melhor dizer pequeno) problema em nossa relação. Tenho um pênis diminuto. Ereto chega a 11 cm. Mole, nem o telescópio Hubble consegue enxergá-lo. Outro dia, minha mulher me deu um ultimato: como meu pinto é do tamanho de um clitóris, agora eu sou a mulherzinha da casa. Na intimidade do nosso lar, quando chego do escritório de Contabilidade e ela do Laboratório de Análises Clínicas em que trabalha, as portas e janelas são fechadas. Então, ela me depila as pernas, o púbis, o corpo todo. Coloca-me uma cinta liga que comprou em um sexy shop, pinta os meus lábios e olhos, pousa sobre minha cabeça uma peruca sensual. Em seguida, veste-se com uma jaqueta da Harley Davidson, coloca os óculos de aviadores, prende uma cinta com um colosso de grandes dimensões e me faz sua mulher por horas. Depois, masturba-se longamente com um vibrador, masturba-me usando apenas o indicador e o polegar, para que meu pintinho não escape de suas mãos, e fazemos sexo oral um no outro. No dia seguinte, brinquedos guardados, saio de terno, com mala e jornal embaixo do braço, pra enfrentar balancetes, Impostos de Renda, guias da Cofins. E ela, ar plácido no rosto, volta ao mundo de coliformes fecais, hemogramas, taxas de triglicerides. Ambos, levando na mente o nosso segredo. E satisfeitíssimos.

