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VIVENDO A MORTE

“eu confesso…q eu não sei o q é o q as pessoas chamam d vida.senti vontade d desabafar meu desespero e angustia q beira a uma dor sem fim.
não uma dor física mas algo q nunca passa,a tristeza.tenho 24 anos e vivo dentro d casa sem sair pra nada,nem para o lado d fora.
quando saio sinto um desespero d logo voltar para casa,não tenho muita confiança e contato com as pessoas,andar na rua é difícil porque estou sempre sozinho o q aumenta ainda + minha sensação d isolamento,mesmo em lugares cheios d gente.não tenho nem nunca tive amigos ou uma namorada,sinto o tempo passar com um sabor d morte e tristeza.é como se o tempo tivesse parado,as poucas pessoas que me conhecem não sabem a dor q eu sinto por ainda estar vivo. a mulher q me gerou é o próprio demônio,desde a minha infância me humilha e ridiculariza com a maior naturalidade possível,é o prazer pessoal dela.me chamava d diabo,reencarnação d hitler,louco,doente e dizia q eu era veado porque escutava kiss e guns n’ roses para ela coisa d bicha.me fez passar por vários apuros,porque me batia e mandava outros caras me baterem também, por isso fugi d casa algumas vezes.ela sempre foi baixa,suja mentirosa,cínica,extremamente fria ao ponto d eu desconfiar d q seja um ser humano e principalmente cruel,por toda minha vida por algum motivo se empenhou em me destruir.eu era uma boa criança e sempre fui um bom filho,não sei o que fiz para merecer tudo isso,ainda hoje mesmo q a distância eu ainda sou dependente desse monstro,já q não consigo sair d casa pra fazer as coisas mais básicas como até comprar comida.ela me controlava e torturava me manipulando ao ponto d eu gritar furioso pra q calasse a boca e parasse,aproveitando d q os vizinhos escutavam ela fez a minha caveira pra que todo o pessoal do bairro pensasse q eu era agressivo e ruim,ela fez isso inclusive com a família dizendo o quanto eu era terrivel,todos da rua e a família me odeiam como a um animal até hoje,esse é um dos motivos da minha dificuldade d sair na rua,tenho vergonha.
separados, meu pai me forçava a ir para a casa dele nos fins de semana,eu não queria ir porque a nova mulher dele me odiava com sangue nos olho,por eu ser o filho dele,eu apanhava muito dela que conseguia ser pior do que a mulher q me pariu.a casa parecia ter saído do filme do massacre da serra elétrica,tinha quilos e mais quilos de carne q ela me obrigava a comer aos montes e as vezes beiravam estar cruas d mal cozinhadas,ela sentava na mesa com uma cara de louca e ficava vendo eu comer como se faz com uma criança pequena só que eu tinha 14 anos,uma vez só disse que não ia comer aquilo e me esfregou tudo na cara,não podia ter qualquer reação diante daquilo ou meu pai e os 2 filhos dela iam me quebrar a pau d um jeito q eu talvez fosse pro hospital,várias vezes aconteceram coisas parecidas e humilhantes que eu só pude engolir seco.meu pai era um sujeito completamente omisso e tirano não era examente um mau sujeito mas o único tratamento que teve comigo foi sempre me surrar á mando da mulher e daquela que seria minha mãe, hoje ele é falecido,recebi uma ligação de um dos filhos da mulher dizendo que ele havia sofrido um acidente e morrido,me telefonaram na hora do enterro pra que eu não tivesse nem a chance de me despedir dele,eles se mudaram e a mulher não deixou que deixasse qualquer contato,havia 5 anos que eu não o via.graças a minha hiperatividade a sra.bates (assim eu chamo a mulher que seria minha mãe) fez do meu tempo d moleque rodeado de psicólogos e psiquiatras.aos 13 anos pensei em suicídio,então ela me internou num hospício,com certeza não é um lugar pra um moleque de 13 anos,mas apesar de pessoas realmente estranhas num lugar desses, não eram más pessoas,fiquei um mês lá.todas essas situações de desespero em que eu passei e várias outras me trouxeram até a situação que estou hoje,faz pelo menos 8 anos que eu tenho vivido no vazio.tive alguns amigos aos 12 anos,mas a sra.bates tratou de se livrar deles pois sempre teve inveja doentia de todos que se aproximam de mim,hoje graças a deus ela não mora mais aqui.tenho um complexo de inferioridade muito grande e baixa auto-estima por isso nunca fui capaz de chegar perto de menina nenhuma e nunca tive namorada.há alguns anos,há uns 15 pensei em como seria bom ter uma namorada e fugir de tudo isso,ir pra outro lugar talvez.9 anos se foram e eu ainda estou aqui,nada mudou,não acho mais que algo assim vá acontecer,minhas esperanças se foram,me sinto cada vez mais esquecido,me pergunto se eu morrer amanhã alguém vai se lembrar de mim,eu mesmo não tenho lembranças de uma vida.acho que quando as pessoas falam sobre solidão elas não sabem muito bem o que isso significa,eu sei.não tenho qualquer diálogo com um ser humano por meses.me sinto muito cansado de tudo.durmo e levanto todos os dias cada vez mais fraco,um pouco de vida se vai todos os dias enquanto o tempo passa,me sinto como um espectador,meus únicos amigos são meu videogame e o computador,e mesmo nele eu não conheço ninguém e sou sempre ignorado.eu fico pensando se algo vai mudar para melhor mas esse pensamento eu já tive no ano passado e nos anteriores.eu continuo sendo torturado e humilhado pela sra.bates quando vem aqui e nada nunca muda só a tristeza que continua… “

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Escrito por Anônimo

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