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vontade satisfeita

Eu confesso que certa vez, eu depois de certa resistência, resolvi satisfazer a minha vontade. Tive coragem. Sou um adolescente saindo da puberdade. Todos os meses eu tenho o costume de acompanhar minha mãe ao cabeleireiro, enquanto ela fazia o cabelo e as unhas eu cortava o meu sempre de uma maneira bem comum e tradicional para a minha idade; repartido da esquerda para direita cabelo aparado com a tesoura um tanto curto. Da última vez enquanto a cabeleireira cortava meus cabelos a manicure, como fazia com os demais clientes perguntou-me se eu queria fazer as unhas eu perguntei a minha mãe se eu podia, ela com um sorriso aqueceu dizendo que sim. A manicure observando as minhas unhas disse que eles estavam de bom tamanho e que não precisava serem cortadas e que ia apenas dar umas lixadinhas nos cantos, depois de empurrar as cutículas, com um vidro de esmalte incolor nas mãos perguntou-me se eu queria que ela passasse o esmalte eu disse que sim, mas perguntei se não havia outro, então ela mostrou-me ao lado uma coleção de esmaltes das mais variadas de cores; vermelhos em diversos tons, roxos, azuis, verdes e muitos outros, então eu apontei para um vermelho um pouco escuro. Ela sem dizer nada, de vagar, caprichando, começou a pintar as minhas unhas e eu ia gostando cada vez mais. Uma vez de unhas pintadas, brilhantes, levantei para mostrar para minha mãe, ela disse que elas estavam lindas. Voltando para minha cadeira a manicure perguntou se eu não queria aproveitar e fazer também as unhas dos pés, eu disse que sim e pedi que pintasse com aquele mesmo esmalte vermelho meio escuro. Tirei o meu tênis, as minhas meias e deixei que ela fizesse aquilo que estava acostumada fazer. De unhas feitas eu vi que no salão havia para venda sandálias de dedo, justamente para atender para que lá fosse desprevenida e assim pudesse sair não arranhando ou embaçando as unhas que não estavam ainda bem secas, escolhi um par de sandálias brancas. Novamente fui mostrar para minha mãe e ela disse que eu estava uma graça, mas acrescentou que estava achando lindo, mas não sabia qual seria a reação de seu pai me vendo assim com as unhas pintadas tanto das mãos como as dos pés. Eu sabia que isso ia acontecer, mas tinha que enfrentar a situação. Que importava era eu satisfazer aquilo que ha algum tempo eu tanto desejava. Depois de pagar as despesas saímos do salão de mãos dadas e fomos ao shopping que ficava ali bem próximo, minha mãe queria fazer algumas compras e eu quereria comprar um par de sandálias que já havia visto nas vitrines, eram bem abertas com poucas tirinhas que deixavam os pés bem amostra e que estavam muito em moda, eram lindas, delicadas, custavam uma nota. Eu notei que por onde eu passava quase todos observavam minhas unhas pintadas, mas eu não dava à mínima, fiz aquilo que eu há muito tempo desejava. Quem quisesse me olhar para as minas unhas pintadas que olhasse. Eu não estava nem aí. Depois das compras fomos à praça da alimentação enquanto tomávamos sorvetes eu mesmo não parava de admirar as minhas unhas pintadas, vermelhas um pouco escuras, brilhantes, das mãos e dos pés, agora que calçava aquelas sandálias de poucas tirinhas que deixavam meus pés todo amostras. Eu estava feliz da vida.

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Escrito por Anônimo

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