por vezes para se ser feliz, ou para se ser livre, é preciso chocar, magoar, e até abandonar quem amamos. Custa acreditar que às vezes o amor não se traduza em liberdade e compreensão, porque apesar de eternamente feridos continuamos a amá-los e até a sentir-lhes a falta. Resume-se a uma espécie de liberdade masoquista, um lamento latente sem resposta. Um abanar de cabeça que tenta esquecer as palavras e os actos. O amor é uma memória mas não necessariamente justa. Podemos ir… ou ficar em silêncio, mas também este terá uma consequência dolorosa. Porque quando alguém sofre, outros irão vão sofrer. Portanto: VAI!

