Eu desencaixei!
Terminamos em outubro de 2015. Terminamos mal. Eu nunca havia me apaixonado verdadeiramente antes de conhecê-lo. Era uma coisa visceral, intensa e marcante a cada segundo desde o primeiro beijo, a primeira noite juntos… Eu passei a sentir ciúme, provavelmente por não saber lidar com minha péssima autoestima na época. Ele ficava confuso e emocionalmente desgastado pois de um jeito ou de outro todos nós sabemos o quanto essa desconfiança injusta é violenta… Durante nosso hiato de 2 anos eu o vi 2 vezes; como sempre muito educado e atencioso. Todas as obviedades e pormenores em sua linguagem verbal e corporal refletiam bem estar, maturidade, frescor… Me senti inspirado, mas a inspiração veio em forma de um quebra-cabeça de 2 peças, e por meses eu lutei até entender a lógica do encaixe. Bendita seja a lógica desse encaixe que traça linhas imutáveis e deixa o caminho da volta perfeitamente compreensível e livre! Livre pra desencaixar! O amor nunca existiu de fato, mas um aprendizado eterno ficou. Ele tinha 26, eu 17. Como é de se esperar, cheguei a pensar que isso teria sido o problema, mas vivências são ímpares assim como os 9 anos que nos separavam e que hoje, mais do que nunca… não significam nada mais…
Desejo a todos vocês o privilégio de se apaixonarem com razão!

