Eu confesso que há cerca de três meses, eu e meu marido nos mudamos para um apartamento no 17.º andar de um prédio. Lá fizemos amizade com nossos únicos vizinhos de andar, um casal e seu filho.
Meu marido tem 38 anos e trabalha o dia todo. Costuma chegar a casa depois das 21 horas. Eu tenho 33 anos, sou professora de Direito, mas estou licenciada até o próximo período letivo, em razão de nossa mudança para essa cidade. Nesses dias sou dona de casa. Depois de cumprir as obrigações domésticas procuro me ocupar. Vou à sauna e à piscina do prédio, quase todos os dias, por volta das 16 horas, para me queimar. Mas fico muito sozinha, pois nesse horário ninguém aparece por lá. Como normalmente volto da maneira que me encontrar para tomar banho em casa, subo pelo elevador de serviços, onde praticamente não há risco de encontrar ninguém.
Dizem que sou bonita, sensual e tenho um corpo bem torneado. Sou muito paquerada, mas sempre fiz questão de pertencer só a meu marido.
Na semana passada nossos vizinhos nos convidaram para uma recepção. Foi tudo muito agradável. O casal simpático e o filho muito atencioso. Cheguei a elogiá-lo com sua mãe, comentando o quanto era comunicativo e atraente, especialmente quando sorria. Chamava a atenção. Eu e ele ficamos conversando longamente, por mais de uma hora. Entre nós houve verdadeira empatia.
No dia seguinte, como de hábito, por volta das 16 horas, desci a piscina do prédio.
Ao fim de algum tempo, para me preservar, entrei na piscina. Eu estava apenas com um biquíni branco, que contrastava com a minha pele.
Ao sair da piscina, envolvi-me em uma toalha também branca para voltar ao apartamento e peguei uma sacola e todos os demais apetrechos para o banho de piscina. Eu estava muito carregada. Procurei o elevador de serviço para, naqueles trajes, não encontrar ninguém. Mas, o elevador parou no andar da portaria e nele entrou o rapaz que é meu vizinho. Aparentava ter uns 25 anos.
Cumprimentamo-nos e começamos a conversar. Eu estava desapontada debaixo daquela toalha.
Ao chegarmos ao 17º andar ele me ofereceu para levar a sacola e o mais que eu estava carregando. Ao entrarmos em meu apartamento, pedi que me ajudasse a colocar os objetos na parte superior do armário em meu quarto. Puxei um banco, subi para alcançar o armário, enquanto ele me dava cada um dos objetos.
Ao esticar o braço para colocar a sacola no armário, minha toalha caiu. Fiquei só de biquíni, com ele em baixo olhando para cima. Fiquei apavorada e saltei, mais fiquei exatamente em sua frente, bem próxima. Foi instintivo. Ele me beijou e eu retribui. Foi um beijo longo e lascivo. Não conseguimos resistir. Lançamos-nos sobre a cama, com seu corpo sobre o meu.
Nossos corpos se encaixaram e ele me penetrou, ocupando o interior de meu corpo com movimentos coordenados que me alucinaram. É indescritível a sensação que tive, ao submeter-me a ele, que me inebriava e procurava tirar de mim todo o prazer sexual que eu poderia lhe proporcionar. Nossas bocas se confundiram e nossas línguas se entrelaçaram.
Jamais senti com meu marido o prazer alucinante que ele me proporcionou naquele momento.
Foi maravilhoso. Foi quando resolvi saber um pouco a seu respeito. Ele revelou que faria ainda esse mês 19 anos, havia feito vestibular de Direito, devendo cursar o próximo semestre exatamente na Faculdade em que vou lecionar. Certamente, será meu aluno, porque só há uma turma de iniciantes. Fiquei preocupada com isso, mesmo porque tenho que ministrar questões relativas à preservação da família e adultério, em sentido exatamente oposto ao que eu havia feito.
Quando acabou e ele se foi, caí em mim e percebi a insensatez que eu cometera. Traí meu marido a quem amo.
O pior é que tenho sentido uma vontade irresistível de procurar o rapaz novamente. É a razão contra o coração.
Não sei o que fazer.

