Eu confesso que O diagnóstico e o remédio para a falácia do planejamento não mudaram desde aquela tarde de
sexta-feira, mas a implementação da ideia progrediu bastante. O renomado especialista em
planejamento dinamarquês Bent Flyvbjerg, atualmente na Universidade de Oxford, forneceu
uma síntese efetiva:
A tendência prevalecente de dar peso menor ou ignorar a informação distribucional é talvez a principal fonte de erro em
fazer prognósticos. Sendo assim, planejadores devem empreender todo esforço em formular o problema dos
prognósticos de modo a facilitar a utilização de toda informação distributiva que está disponível.
Isso pode ser considerado o mais importante conselho individual já apresentado sobre como
aumentar a precisão na realização de prognósticos mediante métodos aperfeiçoados. Usar essa
informação distributiva de outros empreendimentos semelhantes ao que está sendo
prognosticado chama-se adotar uma “visão de fora” e representa a cura para a falácia do
planejamento.

