Eu confesso que Ao prognosticar os resultados de projetos de risco, os executivos caem muito facilmente
vítimas da falácia do planejamento. Sob sua influência, tomam decisões antes com base em um
otimismo ilusório do que na ponderação racional de ganhos, perdas e probabilidades.
Superestimam os benefícios e subestimam os custos. Imaginam cenários de sucesso ao mesmo
tempo em que fecham os olhos para as potenciais falhas e erros de cálculo. Como resultado,
favorecem iniciativas que dificilmente ficarão dentro do orçamento ou do cronograma, ou que
trarão os resultados esperados — ou que sequer serão finalizadas.
Desse ponto de vista, as pessoas muitas vezes (mas não sempre) assumem projetos
arriscados porque ficam excessivamente otimistas em relação às probabilidades que
enfrentam. Vou voltar a essa ideia diversas vezes neste livro — isso provavelmente ajuda a
explicar por que as pessoas lutam na justiça, por que começam guerras e por que abrem
pequenos negócios.

