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Eu confesso que sou uma entidade.

As pessoas ao meu redor são como livros abertos.
Ao olhar para elas nos olhos, sei o que são por dentro em seus mínimos detalhes.
Sigo em minhas obras.
Ajudo quem é necessitado e de boa índole.
E os defendo de quem é realmente perverso.
E estes eu destruo quando necessário, usando meus poderes e os mecanismos intrínsecos da sociedade.
O fato é que sempre sei de tudo o que virá.
Mas pessoa alguma ao meu redor sequer desconfia disso.
Não sei para qual propósito fui criado.
Não sei o porquê destas habilidades.
Não sei quem eu fui e sequer se em alguma outra existência fui alguém ou alguma outra coisa.
Mas o fato é que eu existo.
E eu estou de olho.

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Escrito por Anônimo

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Sonho e Realidade

Do fim