Eu confesso que falhei. Falhei de verdade. Naum consegui nem por em pé. Falhei com sentimento de naturalidade, porque respeito meu corpo, assim como naum o obrigo a aceitar refeições estragadas usando sal de fruta, naum o obrigo a se martirizar por problemas sociais impostos pela sociedade. Falhei por ser trouxa e me casar, sustentar uma casa e outras pessoas. Falhei por acreditar em mentiras que nos levam a seguir um roteiro na vida. Somente agora me libertei, sou livre. Naum tenho vergonha de dizer o que penso e sinto, vergonha de ser taxado e comparado. Tenho vergonha apenas de ainda ser quem sou, um servidor público padrão, religioso, que sustenta sua casa com louvor. Infeliz.

