Fui mãe cedo. Aos 21 anos. A partir do momento que minha filha nasceu, minha vida mudou. Me dediquei em propiciar um lar saudável para ela. O casamento não deu certo. Antes de arrumar um romance, pensava em dar um padrasto bom para ela, sem afasta-la do pai biológico, claro.
Casei com um homem encantador, 24 anos mais velho, estabilizado financeiramente e principalmente emocionalmente.
Ele tentou ser pai dela, realmente se dedicar a dar uma boa educação .
Até que a minha mãe começou a oferecer uma vida com poucas cobranças, com mais po$$ibilidades.
Fiz uma cirurgia no final de 2014 e ela resolveu passar férias com a minha mãe.
Nunca mais voltou para casa. Me culpa por uma rigidez na educação.
Tem mágoas.
E eu ainda sofro. Tento me convencer que foi melhor assim. Foi nada! O que toda mãe quer: Estar pertinho da sua filha.
Eles crescem, mas a minha saiu do "útero, prematura".
Saudades quem doem. Saudades da época do olho no olho, dos cachinhos, do "te amo, mamae".

