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I wanna big arms to hold me when I feel alone.

Eu confesso que todos me veem como o cara mais seguro do mundo: Culto, inteligente, de piadas nerds, críticas sociais contundentes. Ouço boas músicas, tenho um jeito fechado e singular, fumo na hora do intervalo, dou risadas, aparentemente tenho muitos amigos.
O que ninguém sabe, é a vida de mentiras que eu levo. Reprimido, amargurado, o que me resta são apenas as críticas ao que me é alheio. Os livros e as músicas são minhas melhores amigas. Inclusive, só tenho amigas, ou melhor dizendo, colegas. Enquanto isso, todo mundo acha que eu estou pegando todas elas.
Em casa, minto dizendo que tenho namorada. No meu quarto, me masturbo na cama, molho os lençóis, imagino uma tórrida noite de amor. Fumo. Penso em como está tudo fora do lugar. Acabo de sincronizar todas as minhas contas de redes sociais no meu iphone, mas minha vida real está inteiramente fragmentada.
Na sala de aula é o pior. Minha pedância muitas vezes me impede de prestar atenção na matéria. Observo o garoto mais lindo do mundo. Aquele da noite tórrida de amor. Ele não corresponde. Nem o moreno do ônibus, nem o alemão da Paulista, nem o padeiro de Pinheiros, nem meu colega do curso de inglês.
Não estou apaixonado por ninguém, não me permito. Cansei de sofrer. Antes mesmo de pensar em gostar de alguém, calculo friamente as probabilidades de um relacionamento qualquer. Sempre desconsidero. O vazio toma conta de mim, dia após dias. Não era essa a adolescência que eu idealizei a infância toda.
O garoto da vida perfeita. Será? O fluxo de pensamentos é grande. Desculpem se não conseguirem entender. Aos tolos: cresçam.

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Escrito por Anônimo

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Confortem minh’alma.

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