em

Minha História Até Aqui..!

Bem, as palavras não estão ao meu favor, mas tentarei de algum jeito transmitir o que sinto.
Em vista eu sempre fui uma criança normal, brincava, brigava, apanhava* haha, mas tinha algo diferente o qual vivi por 14 anos. Em meu corpo habitava duas criaturas, não sei ao certo qual era o impostor, mas sabia que eu não era o mal.
Não tenho nenhuma religião, mas quando nova me criei na igreja evangélica. Falavam tanto sobre um Deus e eu me perguntava: "Se este Deus é tão bom quanto dizem porque me deixa viver assim? ". Para uma criança é claro que o ponto seguro é seus pais e mesmo quando tentei falar o que acontecia, saíam palavras da minha boca e me impediam de falar, de pedir ajuda.
Todos os dias eu acordava e aquela mesma e repentina dor me rodeava. Confesso que depois de um tempo a dor se tornou prazerosa, um tanto doente não?
Me perguntava qual meu objetivo em vida e o porque de eu estar aqui. Mal tinha vontade de viver e a cada instante desejava a morte, tanto pra mim quanto para quem estava a minha volta. Com meus 12 anos, meu irmão já tinha uma ideia do que acontecia comigo e prometeu não contar aos meus pais. Eu queria que ele tivesse contado pois era difícil pra mim. Tomei minha decisão e falei tudo pra minha mãe, tudo o que eu vivi dentre soluços, na qual meu rosto era coberto por lagrimas quentes, esperando que minha dor acabasse ali… Infelizmente não acabou e sim se agravou. Minha mãe riu e mesmo assim eu senti que tinha tirado um peso das costas. No dia seguinte minha vó veio falar comigo e perguntou sobre as coisas. Meu coração se quebrou em pedaços e foi ali que minha confiança desapareceu. Meu estado piorou cada vez mais.
Frequentemente sentia a presença do mal, ouvia coisas quebrando e se arrastando. Podia sentir a respiração fria perto de mim. Tudo foi se tornando mais comum e a dor contínua. Doía tanto que mal podia respirar. Com 14 anos procurei por ajuda, procurei enfim por Deus. *Lembrando que não estou forçando vocês a acreditarem em Deus ou algo do tipo.*
Questionei sua existência e chorei como nunca. Pedi com todas as forças para que me ajudasse. Clamei o seu nome e assim adormeci. Despertei-me com absolutamente nenhuma dor… Eu ri tanto e me perguntava constantemente se era real.
E foi ai que as coisas pioraram, já não só sentia mas como também passei e ver claramente. Acordava quase todas as noites com minha mãe me sacudindo assustada. Eu gritava, mas gritava de pavor e mesmo tentando ao máximo eu nunca conseguia lembrar do que aconteceu antes.O que é estranho pois sempre lembei dos meus sonhos. Segundo minha mãe, meus gritos e minhas expressões eram de extremo pavor. Um tempo depois comecei a ter um sentimento que dura até hoje. A sensação de estar sendo observada. Minha mãe me levou a uma psicóloga, mas desistiu, pois viu que não era essa a solução.
Depois de um tempo, meus gritos pararam e comecei a "ver". Em curtos espaços de tempo em meu sonho eu conseguia ver meu quarto e uma garota sentada em cima da cômoda balançando os pés e logo ficando ao lado da cama, assim me acordando. Com medo eu olhava e me batia um alívio ao ver que não tinha nada. E assim fui vendo ela muitas vezes durante o sono, mas nunca lembrava de seu rosto. Até que chegou o dia… Eu estava em meu computador quando algo branco passou atrás, logo olhei e a vi. Era eu. Seus olhos eram pretos e fundos e sua pele pálida. Obviamente fiquei com medo durante alguns dias, mas não contei a ninguém. Ninguém acreditaria em mim. Busquei a Deus novamente, meu medo passou.
Me desculpo por esse texto tão longo e mal feito, infelizmente não consegui passar tudo, mas espero fazer logo em detalhes mais sobre minha infância e meus sentimentos. Dói não poder amar. Não odeio e nem amo. Nunca amei. Não sinto nada em relação a outras pessoas e sinto por isso…

Reportar

O que você acha?

Escrito por Anônimo

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *


O período de verificação do reCAPTCHA expirou. Por favor recarregue a página.

está aí

TUDO É PERMITIDO