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O horror da esquizofrenia

A noite passa em claro.
Não consigo entender.
A loucura bate forte, a solidão domina.
Eu preciso de tempo. Minha cabeça não aguenta mais!
O ódio reaparece, vai dominando meu ser. Até que ele se vai.
Porque não sobrou mais ninguém pra ser dominado.
Os muros da morte são altos demais pra minha covardia.
Resta aceitar a vida como ela é.
Ponho no esquecimento e na resignação meu estar.
Pouco importa o que eu acredito, o silêncio é sempre o mesmo.
O amanhã é sempre mais escuro. Mas a luz reaparece, pra iluminar os ossos que ficaram.
Fazia tempo que eu não falava, não punha pra fora essa tristeza.
O que não adiantou de nada. As mãos que me enforcam continuam no meu pescoço.
Meus gritos de horror, continuam acontecendo na minha cabeça.
Não importa o quão grande seja a dor, continuo no escuro.
Não tenho coragem de escalar o muro da morte. A covardia prevalece.
O dia nascerá daqui a pouco, vale apena levantar? Ou será mais pesado sentir o castigo do dia fracassado, sem lucros?
A sensação de tristeza é esquisita. Eu não tenho controle. Não esperava nada diferente, vindo de um covarde!
A confusão que a sociedade fez na minha cabeça, não é culpa dela. Minha cabeça nunca foi preparada para a convivência. Não suporto os seres humanos, mas preciso conviver com eles. Sua ausência também me faz mal.
Daí, a questão fica muito simples. É cheque-mate. Não tem saída, se a convivência com os seres humanos, pra mim, se faz necessária, e ao mesmo tempo, me nauseia.
Me condeno a viver nauseado, no meu mundo, confuso e cada vez mais perturbado.

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Escrito por Anônimo

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Preciso confessar meus pecados

O pesadelo é o porto seguro – Dormindo, o horror não acaba.