As coisas andam estranhas, quando estou consciente.
O sono, que antes era perturbador, tornou-se aconchegante.
Antes, os sonhos que serviam para frustrar o amanhecer que vinha, então, as noite passaram a ser repletas de pesadelos que transformam o descanso do corpo, numa automutilação psicológica incontrolável.
Mas não parou por aí. A decadência nunca pára.
Os pesadelos tornaram-se piores, os tormentos mais excruciantes.
Foi onde eu achei um espaço para o sossego.
Pois o sossego, é relativo também.
O dia nasce, com ele as frustrações são esfregadas nos meus diversos rostos, logo ao olharmos no espelho. E a gente torce e espera, para a noite chegar de novo, e na dor do pesadelo, eu poder me aconchegar, porque dói menos que a dor de ter que enfrentar mais um dia interminável.

