em

Odeio meu pai

Eu confesso que Eu confesso que sempre detestei conviver com meu pai, na verdade ele só prestou para gerar-me na minha querida mãe, desde sábado ele é apenas meu genitor, não o considero pai. A palavra pai nunca teve força para mim, apenas quando tive meu filho e percebi o amor de meu marido para com meu pequeno é que me dei conta que esse amor existe, sempre existiu, eu é que nunca recebi amor daquele que se diz meu pai.
Ele é ruim, passou a vida inteira enchendo a cara de pinga e drogas, maltratava minha mãe, minhas irmãs e a mim.
Lembro-me que por muitas vezes não tínhamos o que comer, numa determinada época eu não tinha roupa de frio para usar e ia para a escola só de camiseta, meus coleguinhas me perguntavam: você não está com frio? Eu roxa dizia: não, tinha vergonha.
Minha mãe vivia dizendo que iria embora de casa por conta da ignorância dele, eu na minha inocência de criança inventava mil desculpas pra não ir à escola, pois temia retornar da aula e minha mãe ter nos abandonado com ele. Um “belo” dia ele me perguntou: porque você não vai mais pra escola? Eu respondi: Porque sinto dor de cabeça. Ele me deu uma surra de cinto que sangrou meu bumbum e disse assim: Você ainda vai faltar na escola? O mais estranho é que naquele dia eu não chorei.
Ele parou de ingerir álcool e drogas há 18 anos, mas sinceramente não mudou muito, continua insuportável, ignorante, arrogante e intragável.
Ele se incomoda com a minha presença e com a presença de meu marido em sua casa.
Sábado passado (22/09/2012) eu discuti muito seriamente com ele, pois, ele quis se fazer de vítima envenenando meu marido contra mim, fazendo a caveira de meu esposo. Tentei colocar meu ponto de vista, mas ele não me deixava falar, eu fui aumentando meu tom de voz, e ele aumentava o tom de voz dele, eu não quis me deixar vencer, já que passei a vida inteira calada e calando-me quando ele não queria ouvir minha voz e de minhas irmãs (isso quando éramos crianças), se bem que foi a vida toda assim, bom, retomando, quando percebi eu já estava descontrolada e berrando, meus gritos eram tão altos que se ouviam da rua.
Ele falou que eu sou a única filha que tem vergonha dele (?), juro que não entendi, e perguntei, porque vergonha??? Ele respondeu que certa vez eu o vi no centro de nossa cidade e eu fingi que não o vi. Deus do céu!!! Eu não vi!!! Ele sim me viu e fingiu não me ver.
Então eu “vomitei” toda a minha mágoa em cima dele, falei, ou melhor, gritei: Eu não tenho vergonha, tenho mágoa, mágoa, mágoa, mágoa, e falei do medo de ir pra escola e da surra que levei dele. Ele se jogou nas cortinas de casa e mais uma vez se fez de vitima dizendo: Eu nunca bati em vocês caral…..
E por fim gritei dizendo que eu o odeio.
Enfim…. desde então eu não vou mais a casa dele e sinceramente não sei quando pisarei lá de novo. Sinto apenas pela minha mãe que amo loucamente e por minhas irmãs que também amo demais. Um dia eu volto a pisar lá, mas pela minha mãe e irmãs, pois, se for pra vê-lo, dou a volta no quarteirão e nem em frente a casa dele eu passo. Sinto enjoo de tanto nervoso e tristeza dentro do meu coração. Já estou procurando um bom psicanalista, preciso me tratar, tratar e curar essa mágoa, que temo virar doença ruim.
Espero que um dia ele me peça perdão por todas as maldades que fez comigo durante minha infância, quando eu era uma inocente e não sabia me defender, fui uma criança infeliz e a culpa é toda dele. Espero esse pedido de perdão não pra ser feliz ou coisa assim, quero apenas que ele se enxergue como o algoz da história e não a vitima, ele se acha a vitima e nós as carrascas.
Desculpe alguns erros de grafia é que escrevi muito rapidamente.
Um grande abraço para todos, fiquem com Deus.
“Cilene”

Reportar

O que você acha?

Escrito por Anônimo

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *


O período de verificação do reCAPTCHA expirou. Por favor recarregue a página.

Odeio meu pai

Ajudem-me pff