Paciente: Ah, voltar para minha reunião da faculdade e conversar com Larry, que é muito bem-sucedido, e eu estaria sem trabalho, sem dinheiro. Estaria me sentindo como um perdedor.
Terapeuta: Ok, então está é a sua pior fantasia sobre sucesso ? [EVOCAÇÃO DA FANTASIA TEMIDA]
Paciente: Sim. Eu seria humilhado.
Terapeuta: Vamos fazer uma dramatização em que você confronta a fantasia temida na forma de Larry. Gostaria que você fizesse o papel de Larry, sendo realmente arrogante e repulsivo. Vou representar você sendo racional e assertivo. [DRAMATIZAÇÃO DA FANTASIA TEMIDA]
Paciente: [como Larry, o colega de classe repulsivo] Então, John, vejo que você conseguiu vir para a reunião. Acho que ouviu falar que vendi minha empresa e consegui um bilhão de dólares.
Terapeuta: [como John, contestando o colega repulsivo] Parabéns. Tenho certeza de que você esta feliz.
Paciente: Mas vejo que você não está assim tão bem. Reparei que você não trouxe ninguém. Minha esposa é uma bela vencedora de concurso.
Terapeuta: Parece que você gosta de se gabar das coisas que consegue. Para que isso?
Paciente: Estou apenas sendo realista.
Terapeuta: Bem, aprendi que as aquisições das outras pessoas não depreciam a minha qualidade de vida. Tenho amigos, tive relacionamentos, estou vivendo minha vida, dia após dia, sem precisar conseguir um bilhão de dólares para me fazer sentir valorizado.
Paciente: Mas se você não tem namorada, você não consegue ser feliz.
Terapeuta: Acho que você tem um sistema de valores um tanto superficial. Tenho muitas experiências felizes e significativas com e sem mulheres. Você não acha?
Paciente: Sim, mas você deveria ter namorada.
Terapeuta: Por que eu deveria? Penso que a melhor maneira de fazer as coisas e estar com pessoas que considero gratificantes. Você não e alguém que considero gratificante como companhia. (Saindo da dramatização)

