Eu confesso que não me animei para 2013… Muito menos agora, com esse buraco crescente no peito. Confesso que choro pela noitinha, escondida, completamente sozinha. Meus familiares me olham como se eu fosse só uma rebelde, sabe? Com crises. Mas eu acho que estou doente. Tenho vontade de morrer, ou pelo menos sumir, pois não teria coragem para o suicídio (ou teria?) Me arranho e abafo o grito no travesseiro, mas não acho isso bonito. Minha própria mãe não é capaz de ouvir o que eu TENTO falar (que acaba sendo NADA, porque eu simplesmente n.ã.o c.o.n.s.i.g.o!!! Tá difícil, com ela usando qualquer desculpa pra me agredir. Eu levanto a mão, não querendo mostrar desafio, só tentando chamar ela pra razão, pra ela ver que eu sou a filha dela, só isso, e que ela não está sendo minha ”amiga” como diz ser… Essas tentativas em vão! Tô frustrada, com um nó na garganta e procurando não me sentir constrangida por ter tido mais gente na sala na hora da cena (estávamos no quarto dela). Sinto como se todos vivêssemos uma relação de amor e ódio. Eu só queria que alguém me visse sem pena ou como uma adolescente, que parassem de achar que isso é só fase, porque mesmo que seja, eu ando sentindo um zumbido nos ouvidos e tonturas, batendo com a cabeça na parede como se fosse melhorar… Não me orgulho disso. Queria que nada estivesse acontecendo… 🙁

