Eu confesso que gostaria de me vingar de alguém que me persegue há sete anos e não me deixa “respirar”: sou constantemente acusada por algo que não estou envolvida, mas que este infeliz realmente está: narcotráfico. Sou jurada de morte caso eu volte a cruzar o caminho dele e de seus comparsas, já tendo diversas contas invadidas, algumas agressões físicas e morais dentro do meu ambiente de trabalho entre outros lugares que costumo frequentar: estou cansada em ter que engordar, emagrecer, cortar e tingir o cabelo para forjar a aparência. Fui uma pessoa ingênua quando o conheci, achando que ele seria capaz de gostar de mim, porém anos depois, vi a outra face e desgostosa de toda aquela tirania de pessoas da alta-sociedade local, decidi me afastar e com isso, colocaram as piores acusações e ameaças para cima de mim, justamente porque não tenho tanto dinheiro como tal indivíduo e seus aliados possuem: já cheguei a contratar dois advogados para dar conta do caso, mas infelizmente foram ameaçados de morte pelos pais do indivíduo – um casal de empresários envolvidos com ações filantrópicas e educacionais – consequentemente, deixei de viver (não que eu queira me matar), mas fui obrigada a continuar vivendo em cárcere privado: mal saio de casa nos finais de semana, deletei as contas que tinham espalhadas em algumas redes sociais, evito dar o meu telefone residencial para o pessoal do trabalho e me desfiz do celular, para não ser importunada com diversos números privados, como era antigamente. Já recorri a análise e não fui considerada como “esquizofrênica”, algo que ele e todos os seus “amigos” gostam de alegar, dizendo que invento coisas, que não passo de uma louca e que “drogada” sou eu: nunca consumi nenhuma droga ilícita, aliás: já fiz exames que comprovaram que não haviam a presença de nenhuma substância dessa categoria no meu organismo e levei-os até uma delegacia, registrando diversos B.O’s e dando entrada num T.C.O. Resultado? O processo não deu certo, por conta da “influência” dos pais daquele imprestável e consequentemente, recebi o troco: às 7h da manhã do dia 11/07/2011, um oficial de justiça me acordou em pleno período de férias, me pedindo para acompanhar até a delegacia: por um triz não fui detida, graças a minha irmã que sabe de toda a verdade, por já ter trabalhado na empresa deles e saber de vários esquemas ilegais de lavagem de dinheiro e narcotráfico que ocorrem lá dentro. Ela também foi ameçada, lógico. Atualmente, não disponho de mais verba para constituir advogados ou seguranças. Gostaria de sair desta cidade insuportável, mas o meu salário ainda é pouco para pensar numa fuga. Confesso que já pensei (e ainda penso) em medidas extremas para ter um pouco de sossego: já perdi muitos amigos e oportunidades na vida profissional, por conta dos “reis da cocada preta” conhecerem quase todo mundo nesta cidade imunda e colocarem todos contra a mim. Não sei o que fazer, mas a última coisa que eu penso é em suicídio: eu quero viver e pretendo me vingar, mas de forma “decente”. Sei que é banal, mas gostaria de ficar rica, para conseguir influência e consequentemente, ter a justiça do meu lado, para poder tomar as providências: por enquanto, isso não passa de uma utopia, um sonho distante. Já me sugeriram ir á igreja, mas graças a mãe deste infeliz que vive de branco e com crucifixo dourado no pescoço, desviando verbas em entidades filantrópicas e massacrando todo mundo que fala mal do seu tão “querido” filho por aí, criei uma aversão maior diante a toda e qualquer espécie de religião: inclusive, sou chamada por este de antissemita, pelo fato de não me simpatizar com os judeus, alegando que sou homofóbica e racista: calma, eu trabalho e convivo muito bem com pessoas negras, mestiças ou homossexuais. Agora só porque nasci branca em uma família humilde e faço uso da língua alemã por conta do meu trabalho, sou obrigada a aturar uma série de injúrias, calúnias, perseguições, suposta infâmia e várias perseguições? Não. Sei que esta confissão não me ajudará muito, mas espero ter ajudado indiretamente, aquelas pessoas que passam ou já passaram por situações similares á esta. Valeu.
P. S: de qualquer forma, haverá vingança.

