Desde moleque sempre fui bem tarado. Gostava de bater uma, duas, três, ás vezes até cinco por dia.
O que no começo era diversão, se tornou compulsão. Algumas vezes desde então, já consegui me manter sob controle. Ainda assim, sempre que me sentia triste, ansioso, ou irritado, a punheta me proporcionava alívio e prazer imediato.
Sempre fui muito tímido e anti-social. Sempre tive dificuldade de me relacionar com pessoas, e por conta disso, o vicio acabou me dominando.
De tanto ser rejeitado pelas mulheres, ou por fazerem tanto c* doce, acabei desistindo de tentar pegar mulher: mesmo me esforçando para pegar mulheres, todos as noites (que eu tentava) voltava pra casa de mãos vazias, e acabava tendo que fazer justiça com as minhas próprias mãos. Passei a pensar da seguinte forma: “Pra que vou desperdiçar tempo e dinheiro, se o resultado é sempre o mesmo? Não preciso de mulher, posso muito bem bater punheta!!!”
E minha vida seguiu, de vez em quando aparece uma doida na minha vida, mas eu acabo estragando o relacionamento, e não consigo largar a punheta.
Apesar de ser muito tarado, jamais abusei de mulheres, jamais encoxei-as em transporte publico. Posso ser louco e tarado, mas tenho meus valores.
Hoje o que me preocupa é o meu fetiche, digamos, extravagante.
Não me satisfaço mais com vídeos pornô, nem com aquela minha coleção de playboy. Eu fiquei tarado mesmo por gozar na cara de qualquer mulher bonita. Como não pego ninguém, e também sou um pé rapado que não tem $$$ pra bancar profissionais, realizo minha tara da seguinte forma:
Coleto fotos boas na internet / redes sociais. De mulheres que eu conheço, ou não. Quando digo fotos boas, me refiro a fotos onde aparece o rosto e o decote, ou se a mulher está de biquíni, ou numa pose sensual. Em seguida edito a imagem no Photoshop, pra melhorar o “zoom” e o ângulo da foto, e por ultimo, imprimo. Depois, eu SI DIVIRTU…
Depois disso, tenho um grande sentimento de culpa. Me sinto um bosta, um inútil imprestável que não consegue largar o vício.

