Confesso que nessa semana passei vergonha… mas daquelas que vergonhas que depois dá vontade de rir!
A história é a seguinte: sou casado, ambos bem quarentões e temos uma vida sexual até bem frequente (3 ou 4 vezes por semana), claro que tem períodos tensos quando estamos de meio brigados que passamos uma semana sem nada!
Pois bem, tem me acontecido aqueles inconvenientes… aquela amolescência, aquela dureza efêmera… Sempre tive períodos que pareciam baixar minha testosterona, mas aconteceu algumas vezes seguido e minha mente, claro, estava mais direcionada a expectativa da ereção do que na minha esposa.
Na madrugada de terça começamos a fazer e páh! 3 minutos depois a meia bomba e puft… ela terminou no dedo e me perguntou se eu estava bem! Óbvio que não estava e disse que era idade chegando e a broxeza inevitável.
Mas mulher, diante dessa situação, imagina as piores possibilidades: que o marido tem outra ou que elas estão feias, velhas e gordas.
Naquela terça estava decidido: ia procurar um médico e pedir uma receita de Viagra!
De tarde estava na consulta e falei do problema e pedi a receita. Para minha surpresa, o médico disse que não precisava mais de receita para medicamento para disfunção erétil! Mas ao invés do Viagra me indicou, com entusiasmo de quem usa, um tal "Eleva". Falava que não tinha efeitos colaterais do Viagra.
Muito agradecido e com a receita fui na primeira farmácia vazia que encontrei, onde haviam duas balconistas – nessas farmácias só tem mulher atendendo, pqp!
Dei a receita e aguardei ela consultar no estoque. Ela diz que não tem tal medicamento, pergunta para a colega que diz não o conhecer. Sem dar detalhes, peguei a receita e fui na farmácia ao lado, dessa vez movimentada!
Nova consulta, cara de abobada da moça e ela consulta a colega, a colega pergunta: "esse medicamento é para circulação? Digo sim!" Olhando para os clientes atrás de mim. Ela diz que tem que falar com a farmacêutica… puta merda! Ela foi, voltou e mexeu no computador, olho de onde ela veio e uma velha de óculos me olhava (acho que era a farmacêutica) e a atendente diz que não o tal "Eleva".
Retornei ao médico e falei do acontecido. Ele disse que o medicamento existia, consultou um grosso livro amarelo e velho e corrigiu o problema ortográfico: "Elleva", com dois "L".
Fui na terceira farmácia, nova cara de abobada, nova consulta à farmacêutica e vem uma gorda sorridente dizendo perguntando para o remédio: para depressão! Ela disse que não entendeu a letra do médico e me apontou na receita, escrito embaixo do "Elleva", meu incômodo problema: "disf. erétil", mas ela entendia a palavra "triste". A tal farmacêutica, a atendente e mais outra moça na volta da receita enigmática… disse que ia voltar no médico, disse que estava triste mesmo brincando e saindo de fininho…
Voltei pra casa, pesquisei na internet e tem um tal "Helleva". Pqp!
Bom, não falei que fiz tudo isso com um ataque de fígado, causado pelas sementes de abóbora torradas que comi no dia anterior e por uns filés à milanesa que estavam na geladeira que refritei para o almoço!
De noite, com jejum a tarde e fígado desopilado, comecei com os habituais carinhos, a ereção não faltou! No outro dia quis de novo, mas ela não quis.
Os episódios de broxada geralmente são acompanhados de um calor no peito e um mal-estar. De tarde, quando acontece uma transadinha…lá pelas 16 ou 17 h, nunca falha!
Comer pouco ou nada à noite faz a diferença… deixei o pão com torresmo de lado, o lanche gorduroso, etc… Com essa, nem sabia que a saúde do fígado era tão importante para um bom sexo!
Bem, até pesquisei genéricos ao Viagra e, se for comprar, será pela internet! Espero não precisar ir nas malditas farmácias que entrei tão cedo e, por favor donos de farmácias, coloquem mais atendentes masculinos (de preferência cinquentões)! Nenhum cliente homem vai querer falar para uma menina de 20 e poucos que precisa de medicamento para endurecer o pinto!

